quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Energia e Poder

O universo está inteiramente associado. Isso quer dizer que, ao realizarmos uma ação, esta atingirá todas as coisas. Acender uma vela traz uma luz, mas também projeta uma sombra. Quando falamos em energia, logo pensamos em êxtase. O poder na Bruxaria não é o poder sobre os outros, mas o poder pessoal, que nos faz sentir nosso corpo como sagrados. Como já disse a escritora Starhawk, “energia é amor e amor é magia”.

A energia é um dos conceitos mais simples e naturais da Magia. Nós podemos sentir o poder fluir em nossos corpos assim como podemos sentir o poder no ar ou em uma canção. São energias sutis e nós sempre trabalhamos com elas, pois são essas energias que movem o mundo. A Magia define-se, então, como a Arte de moldar e direcionar tais energias.


A Magia faz parte da Natureza e não contraria as leis naturais. Apenas pela observação e pelo estudo da Natureza que podemos entender como funciona a realidade.


Algumas observações a respeito da energia e do poder
- A energia está em constante movimento e não pode ser interrompida; não há como. As Bruxas simplesmente aprender a se concentrar para fluir junto com as energias.

- A energia move-se em uma espiral; seu movimento é sempre circular. A Lua é um bom exemplo: seu ciclo nasce, cresce, chega ao auge, mingua e nasce novamente.

- Essa noção cíclica da energia nos traz ao conceito de polaridades. Uma energia, estando sempre em movimento, e este movimento sendo cíclico, sempre passará por diversos momentos. Assim, da mesma forma que uma energia tem seu auge, tem também seu período de decadência. A atitividade é contrabalanceada pela passividade. Reconhecer essas alternãncias nos ajuda a manter um certo equilíbrio.


Nunca mude uma coisa sequer sem antes saber que tipo de reações, positivas e negativas, tal coisa acarretará. Sempre afeta a todos, de algumas maneira. É por isso que não podemos usar o termo “feitiço não-manipulativo”, porque todo feitiço trabalha com a manipulação das energias.


- As fontes de energia são infinitas e ilimitadas. Por isso, para gerar energia, devemos dar energia. Não há ganho sem esforço; não há limites na alternância das energias. Mais uma vez: não há mudança sem conseqüências.

Fonte:
http://bruxaria.net/
Leia Mais...

Anjo de Dor


LANÇAMENTO DA DEVIR COMEÇA COLEÇÃO
DESTINADA À FICÇÃO DE HORROR


=====================
=====================

Título: Anjo de Dor
Autor: Roberto de Sousa Causo
Editora: Devir Livraria
Número de Páginas: 207
Arte da capa: Vagner Vargas
ISBN: 978-85-7532-379-3
Preço: R$ 25,00
Leia Mais...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Conto: Museu do Terror I - Little Boy

Por Duda Falcão

Demoraram quase quinze dias para montar todo o parque. Finalmente, na sexta-feira, a bilheteria abriu. Filas e mais filas se formaram para os brinquedos e as atrações principais. Isolado, em um extremo do quarteirão, ficava o Museu do Terror, que não acumulava visitantes em sua entrada.
Uma menina puxando pelo barbante um balão de gás em forma de coração pediu ao pai que a levasse naquele brinquedo. O pai disse que aquele não era um lugar para se visitar, nem mesmo era um brinquedo. E além do mais deveria ser um tanto mórbido. A menina perguntou o que era mórbido. Bateu pé, quase esperneou. Queria entrar. Estava resoluta em sua decisão.
O pai preferiu não discutir e nem explicar o significado da palavra que ela não conhecia. Apenas acatou, faria a vontade da filha, afinal, só encontrava a menina aos finais de semana. Durante os outros dias, ela ficava com a mãe. Queria ser um bom pai no fim das contas.
Uma velha gorda, com um dragão tatuado no ombro, carimbou as mãos dos dois. Agora teriam livre acesso ao brinquedo. Pai e filha entraram depois de empurrar uma espessa cortina de pano negro. O lugar era amplo e mantinha-se na penumbra. Luminárias estavam estrategicamente instaladas sobre dezenas de caixas de vidro. O tamanho das caixas variava de acordo com o objeto que ostentavam. Todas tinham uma placa de metal contendo algum texto informativo. Diferentes, porém, de quaisquer textos encontrados em museus tradicionais. Às vezes, as plaquetas apresentavam apenas o nome, a origem ou um dado relevante sobre a coisa em exposição. No geral, se resumiam a mensagens curtas e incompletas.
Os dois caminharam até a caixa mais próxima. Solícito, o pai leu para a filha. A menina ainda não estava na escola, mesmo assim já sabia juntar as sílabas e compreender parte do que permanecia gravado na plaqueta.
— Artefato: A Mão do Macaco. Origem: Índia. Concede três desejos a três pessoas diferentes. Cuidado com o que você deseja!
— Posso fazer um pedido, papai?
— Não, filha! Não perca o seu tempo. Além do mais, você acha que essa coisa seca, com garras e pelos nos trará sorte? Eu sei o que você quer. Quer um pacote de pipoca doce, não é mesmo? Não precisa pedir. Eu comprarei. Tudo bem?
— Tá bom. Olha aquela coisa na outra caixa, papai — a menina cheia de ânimo apontou para um canto.
Era um gato preto mumificado. Na placa não havia qualquer informação além do nome do felino: Pluto.
— Pobre gatinho, papai. Ele não tem um dos olhos.
— Bizarro o bichano — murmurou o pai.
Mais adiante, os dois encontraram uma caixa de tamanho médio vazia.
— Por que não tem nada aí dentro, papai?
— Vou ler o que diz aqui. Criatura: O Horla. Origem: Possivelmente extraterrena. Capturado no Brasil. Alimenta-se da essência vital dos humanos. Necessita beber água constantemente.
— Hi, hi, hi. Esqueceram de colocar o boneco aí dentro!
— Lembraram de deixar a vasilha com água. Acham que sou idiota. Vou pegar nosso dinheiro de volta! — reclamou o pai.
Uma vitrina feita junto a uma das paredes de madeira comportava uma máquina complexa. Continha uma cama de metal acoplada a circuitos, fios e chaves de alta voltagem. O pai leu a plaqueta:
— Artefato: Máquina do Dr. Frankenstein. Criada em 1816. Cuidado: A tempestade é capaz de conceder a vida. O homem não deve almejar os poderes de Deus.
— E quem teria capacidade para tanto? — o pai ironizou o alerta.
Foram em frente. Os passos do pai pesavam sobre as tábuas que rangiam. Os pezinhos da menina, no entanto, pareciam plumas deslizando no assoalho encerado.
— Um caderno velho — disse a menina indicando outra caixa.
— O diário de Renfield. O documento que Bram Stoker não teve acesso.
— Quem é essa pessoa, papai? — a menina apertava e sacudia os dedos fortes dele para que respondesse a pergunta.
— Não faço a mínima ideia. Tem um livro de verdade ali. Talvez possamos saber quem é o autor.
O livro tinha aspecto antigo. Estava aberto. A capa era de couro, as páginas amarelas graças à ação do tempo exibiam letras e uma quantidade indecifrável de símbolos gravados com uma tinta vermelha.
— Livro: Necronomicon. Escrito por volta do século VIII depois de Cristo. Autor: Abdul Alhazred, o Árabe Louco. Integra os Mitos de Cthulhu. Cuidado: portas para outras dimensões podem ser abertas a partir das intrincadas regras do livro. O inferno é o menor dos seus males.
Um frio estranho percorreu a espinha da menina. Ela tremeu e se agarrou com mais força na mão e no braço do pai. Inferno era uma palavra que conhecia e da qual não gostava.
Ao lado daquela caixa de vidro, havia outra. Continha uma garrafa de bojo largo e pescoço comprido. Uma rolha a mantinha fechada. Um líquido escuro e esverdeado repousava em seu interior. O pai leu o texto:
— Peça: Fórmula do Dr. Jekill. Cuidado: Não beba. O outro se instalará em sua alma. Chega, filha. Vamos embora. Esse lugar está me cansando. Todo mundo sabe que o Dr. Jekill não passa de um personagem. Uma invenção de algum escritor lunático. Não acredite nessas coisas. Tudo aqui dentro é falso. Estou precisando de ar.
— Pai, vamos ver só mais um. Só mais um.
— O último, então. Ali tem outra cortina e não é a saída.
— Tá escrito na placa em cima da porta — a menina demorou um pouco pra juntar as sílabas — Te...rror...Su...pre...mo!
O pai ficou curioso, o que poderia ser pior do que aquele amontoado de bugigangas espalhadas em uma sala escura e pouco ventilada? A menina o puxou pela mão. Em seguida empurraram a cortina adentrando no pequeno e abafado aposento contíguo. À direita deles havia uma única caixa de vidro. Essa era a sua legenda:
— Réplica: Little Boy. Lançada em 06 de agosto de 1945 sobre Hiroshima.
Na parede da esquerda fotos e mais fotos em preto e branco referentes à explosão provocada por Little Boy aterrorizaram o homem. O pai colocou a palma da mão sobre os olhos da filha e a carregou dali. Alguns instantes depois, ele agradecia inconscientemente a Deus por poder respirar mais uma vez o ar puro e fresco da rua.
— O que aconteceu? — quis saber a menina apreensiva.
— Vamos a um brinquedo mais legal — o pai desvirtuou o assunto. Queria afastar todo aquele terror de sua retina.
— Eu quero ir à roda gigante.
— Seu pedido é uma ordem — tentou descontrair.
— Você não tá esquecendo uma coisa?
— O quê?
— Minha pipoca doce.
Os dois passearam o dia inteiro pelo parque. O pai guardou trancafiada a lembrança do Museu do Terror em um canto bem obscuro da memória. Preferia nunca mais lembrar daquele momento.


=============================
=============================

Quem quiser acompanhar esse conto cheio de mistério e seuspense, visite o blog do Duda Falcão e acompanhe os empolgantes episódios desse fascinante conto:

Leia Mais...

Latim... Aprendendo mais...





>>>Ab utroque latere
De ambos os lados.

>>>Ab utroque parte dolus compensandus
O dolo de ambas as partes compensa-se reciprocamente.

>>>Abdicatio tutelae
Renúncia à tutela.

>>>Aberratio criminis
Erro do crime, desvio do crime.

>>>Aberratio delicti
Erro do criminoso quanto à pessoa da vítima. O erro se dá quanto o agente se engana na escolha da pessoa da vítima, trocando-a involuntariamente por outra. É o Error in persona.

>>>Aberratio finis legis
Afastamento da finalidade da lei.

>>>Aberratio ictus
Erro de alvo, erro do golpe, desvio do alvo. Ocorre quando o agente não atinge a Pessoa visada, mas, acidentalmente, uma terceira. É o erro de alvo.

>>>pus regit actum
O tempo rege o ato.

>>>tare non nocet
Tentar não prejudica.

>>>minus a quo
Ponto de partida. Termo a partir do qual.

>>>minus ad quem
Ponto de chegada. Limite ou termo até o qual.

>>>tio
Em terceiro.

>>>tius
O terceiro.
>>>tis, unus, testis nullus
Uma testemunha, nenhuma testemunha.

>>>ma decidendum
Tema a decidir.

>>>eo hominem unius libri
Temo o homem de um só livro.

Leia Mais...

TRÊS LINDOS SELINHOS DE UMA VEZ!

Saudações!


Esses três lindos selos são presentes do meu
querido amigo e parceiro Bleeding Angel - A CELA II,
graças a ele estou agora com 66 selinhos - sim, porque
a maioria ganhei de vc, Lukinhas:







Obrigada, sempre, pela sua amizade e pelo seu carinho, amigo!


Ofereço esses lindos e fofos selinhos a todos os meus seguidores e parceiros,
quem gostar, pode pegar...
Leia Mais...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Visite - Vampire Place - O Portal dos Vampiros

Meu Guardião

Galeria Carla_Witch Princess

LIVROS COM A MINHA PARTICIPAÇÃO:

Moedas para o Barqueiro - Volume III


Caminhos do Medo - Volume II


Histórias Envenenadas - Volume 2


TRATADO SECRETO DE MAGIA - VOLUME 2


Drácula Eternamente - Digital Rio


Fuga Desesperada


Uma Lenda de Sedução


E-Book Gratuito: Última Parada - Sessão Terror - clique na imagem para baixar


E-BOOK GRATUITO: O MUNDO DE WITCHING - CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR


SOMBRIAS ESCRITURAS - ANTOLOGIA DE CONTOS SOMBRIOS - VOLUME 1


VERSOS VAMPÍRICOS


POETAS DA CONFRARIA - ANTOLOGIA


ÂMAGO: ANTOLOGIA DE POEMAS


PORTAS PARA O ALÉM - COLETÂNEA DE CONTOS DE TERROR


Palavras, versos, textos e contextos, Elos de uma corrente que nos une


Obrigada, amigos!

Obrigada, hakkyo!

Obrigada, Tétis! Obrigada, Amigos!

★The Witching World★ Headline Animator

 
Template desenvolvido para ۞۞The Witching World۞۞ © Copyright 2009 | Design By Clau-Mundo Blogger |