A imensidão da noite lhe invade a alma E a travessia das madrugadas é seu consolo Criatura revoltada, de espírito sempre inquieto Criatura solitária, filha da lua, atormentado ser que, Na sua infinita busca pelo saber Volta-se para dentro de si mesmo, ser enclausurado, Isola-se do mundo externo e viaja na complexidade Do seu interior, infinitamente então, assim ela segue, Dominada pelo burburinho de sentimentos... Assustada... Com a intensidade dos próprios pensamentos Que a mantêm prisioneira... Prisioneira de sua essência, envolvida numa Eterna busca, busca que agita... Busca que arrebata... Busca que assusta... Busca solitária, solitário viver... Longe de tudo e de todos, dentro de sua alma... Encontra apenas, a eterna travessia angustiada Por infinitas madrugadas!
Esta história que eu vou contar aqui, resumidamente, é uma história verídica (mesmo). Lá na minha cidade, a "Mulher de Branco" é bem conhecida dos motoristas de táxi que trabalham à noite, porque ela sempre aparece, chama o táxi, entra, sempre fornece o mesmo endereço para o taxista e, quando o táxi finalmente chega ao endereço que ela pediu, e o motorista vai dizer quanto saiu a corrida, ela desaparece bem no momento em que o homem vai olhar para ela, no banco de trás, onde ela estava sentada, somente o vazio... Ela era uma moça de família de classe média, muito linda e jovem - devia ter uns vinte e poucos anos, e tinha a sua vida muito controlada pelos pais - sempre muito rígidos e exigentes. Não deixavam que ela fosse sozinha a lugar algum, nem mesmo às festas de aniversário das amigas (poucas amigas ela tinha, na verdade), se a mãe ou a irmã mais nova não pudesse acompanhá-la, o seu pai não a deixava sair. Sua vida se resumia nos estudos. Porém, conheceu um jovem (mais ou menos da idade dela), apaixonou-se perdidamente, e ele por ela e passaram a namorar escondidos (na faculdade). Quando iam completar um ano de namoro, o rapaz já estava decidido a pedí-la em casamento - iria enfrentar o pai dela e dizer a ele o quanto a amava e que tinha condições de casar-se com ela (o pai do rapaz era um empresário muito bem sucedido e ele trabalhava com seu pai). Estava tudo acertado, então: ela combinou de encontrar seu namorado num restaurante para comemorarem a data e, no dia seguinte, ele iria falar com o pai dela. Porém, quis o destino que esse lindo romance tivesse um fim trágico. O pai dela descobriu que ela estava namorando, já fazia algum tempo - ele ficava quieto e não falara nada para ela porque queria pegá-los juntos - estava só esperando a oportunidade perfeita. E foi o que aconteceu: mexendo na bolsa da filha, o pai dela encontrou um papel com o nome do restaurante anotado, e a hora em que se encontrariam (o pai dela conhecia aquele restaurante). Os dois apaixonados estavam muito felizes naquele dia: ela saiu mais cedo da faculdade para ir ao encontro dele no restaurante (ele não tinha aula naquele dia, pois frequentava outro curso). Ela tinha escolhido um vestido muito lindo numa loja, especialmente para aquele dia: um vestido branco - bem básico, mas muito elegante e ficava muito bem nela, que tinha os cabelos bem negros e longos - ela estava linda! Ela chegou na hora combinada, ele já estava esperando, beijaram-se apaixonadamente e sentaram-se para fazer o pedido ao garçom - neste momento, o pai dela entrou e viu os dois falando com o graçom. Aproximou-se da mesa e foi então que ela viu o seu pai e empalideceu de terror (ele estava de arma em punho): -Então, você não está na sua aula? Veio encontrar-se com esse cara - que decepção, minha filha! - os olhos dele brilhavam de ódio. Nesse momento, apontou a arma para o namorado dela e ela colocou-se na frente dele bem quando o pai dela atirou - ela caiu sangrando, o tiro pegou bem no meio do tórax. Essa bela mulher morreu nos braços do pai e do namorado - que ironia - o pai dela esqueceu toda a raiva naquele instante tão triste. Ocorre que até hoje, ela pega um táxi para voltar para casa (é sempre o mesmo endereço que ela fornece ao motorista - onde ficava a casa dela) e esperar, feliz, pelo dia seguinte, quando seu amado iria pedí-la em casamento. É... Uma pena, mesmo!
Eis ela que chega Para alguns, sombria e apavorante; Para outros, doce e radiante consolo desejado Eis que ela chegou arrebatadora Interrompendo uma sequência duvidosa Tomando em seus braços as almas Carregando para a eternidade os seres humanos Será? Será que assim procede mesmo? Para onde nos carrega essa misteriosa dama? A morte, irredutível, inflexível, Para alguns, cruel e malévola; Para outros, doce descanso até desejado Mas, a verdade, é que ninguém sabe Para onde vão as almas por ela carregadas Essa dama, tirana Firmemente determinada em sua infinita missão O que é mesmo certo, é só uma coisa: Que um dia, para cada um, ela virá Visita, para alguns horripilante; Para outros, maravilhosa aparição E, então Eis ela que chega Firme, determinada, inflexível, ditadora: A morte, implacável, Essa indecifrável Dama!
Hoje eu trouxe um conto que não é de minha autoria, mas que adorei e resolvi compartilhar com vocês aqui - Espero que gostem como eu gostei:
† Adorável Noite JÉSSICA Lady Debby Lenon
Ela coloca Cibo Matto no cd player. Sugar Water. A voz da vocalista deixa o homem excitado, ele tenta toca-la, mas ela não deixa. Arrasta-o para uma cadeira posta no centro da sala do pequeno apartamento. Ele tenta falar, mas, é impedido com o suave toque da mão, dela. - Hoje quem manda é eu machão! Ele senta. Ela começa a dançar sensualmente, tira o, sobretudo bem devagarzinho, deixando a amostra o corpo escultural de uma mulher de vinte anos. Pele morena, olhos verdes, lábios carnudos. Essa era a mulher sensual que ele havia conhecido a menos de duas horas no bar da esquina. Uma verdadeira puta. Por baixo do, sobretudo estava um lingerie vermelho de rendas. Ela dançava para ele como uma ninfa. Às vezes se aproximava dele, cheirava-lhe os cabelos, a nuca. Nunca deixava que ele a tocasse, o homem só de cuecas, não estava mais agüentando de tanto excitação, ela percebia o liquido saindo e molhando a cueca, logo ele estaria no ponto. Ela colocou o pé no meio das pernas dele e friccionou a perna e o corpo, aproximando seu rosto ao dele. Ele tentou beija-la, ela deu-lhe um tapa. Virou-se de costa e rebolou a bunda arrebitada e perfeita. Ele abriu a boca estonteante, em seus quarenta anos nunca havia visto uma mulher tão perfeita. A musica estava chegando ao final, ela sentou-se no colo do homem, beijo-lhe a orelha, a testa, desceu a língua pelo rosto dele até chegar ao pescoço. Sua boca abriu-se e enormes presas apareceram. Em questões de segundo ela mordeu o pescoço do homem e sugou-lhe o sangue. Enquanto ela se alimentava dele, ele gemia, não de dor, mas de prazer, e o gozo do prazer e da morte jorrava, molhando cada vez mais a cueca da presa da vampira. Assim que ela sugou a ultima gota de sangue do homem, Jéssica limpou-se e vestiu seu sobretudo. Olhou para a vítima morta com expressão de prazer no rosto. Jogou um papel sobre o corpo que permanecia na cadeira e partiu. No papel apenas uma frase: “Meninas boazinhas vão para o céu. Meninas más, para aonde quiserem...”.
Andando pelas ruas, sem rumo, Pensamentos em desordenada agonia, O destino, mais uma vez, apronta Das suas surpresas desagradáveis e Deixa a mente tonta e perdida, em vão... Somos como marionetes malditas, Nas mãos de alguma sádica criatura, Que não perdoa nada e não tem escrúpulos, Para arruinar com tudo, em apenas um minuto. Cansada de vagar à toa, Pela vida, desatinada e destruída, O cerco se fecha, não tenho saída... Não sei para onde meus passos me levam, Só sei que não serei vencida, apesar de ferida, Cansada, esgotada e até desesperada... Essa maldição, de jeito nenhum me dobrará Não sei como, nem quando, mas a minha vitória virá, E será definitiva, absoluta, irrefutável... Grandiosa verdade que com sua força suprema, Esmagará essa qualquer coisa nefasta, E como a Fênix, ressurgirei, vitoriosa, das cinzas...