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  • segunda-feira, 18 de julho de 2011

    Deusa Cerridwen


    O caldeirão tem sua base mitológica na tradição celta. O vaso de prata era chamado de "Caldeirão de Regeneração". O sangue despejado dentro dele devia formar uma bebida regeneradora ou um banho. Também está registrado que o caldeirão deveria ferver até que produzisse "três gotas da graça da inspiração", desta forma é conhecido como o Caldeirão da Inspiração", produzindo uma bebida semelhante ao "soma".

    Este caldeirão da Deusa Cerridewn foi o precursor do Santo Graal. Afirma-se que no Graal havia uma fusão do caldeirão mágico do paganismo celta e do cálice sagrado do cristianismo, com os produtos tornados místicos e gloriosos.

    A simbologia o torna uma ferramenta de transformação, mas também como a imagem do ventre materno. Acredita-se que o caldeirão é capaz de transforma a base material em espiritual, a mortal em imortal e de formar a bebida da imortalidade e inspiração.

    O caldeirão do renascimento é um tema que se repete em muitos contos célticos.

    ARQUÉTIPO DA MÃE PROVEDORA DA VIDA E MORTE  

    Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.

     Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia.

    Deusa da lua, dos grãos, da natureza. A porca branca comedora de cadáveres representando a Lua. Associa-se a morte, a fertilidade, a inspiração, a astrologia, as ervas, os encantamentos, o conhecimento...    

    Conta-se que Cerridwen, com a bebida de seu caldeirão transformava um homem comum em um rei. Sua história vem do País de Gales medieval e se encontra escrita em "The Mabinogi (1977) de Patrick K. Ford. Cerridwen, viveu à margem de Llyn (lago), casada com Tegid  Foel,com quem teve dois filhos. Um era belo, mas o outro muito feio, chamado de "Morfran" (grande corvo). Pensou então que o único remédio contra esta adversidade, seria torná-lo sábio. Para tanto, ela juntou ervas e fez para ele uma poção mágica. Demorou um ano e um dia para terminar a tal poção. Gwyon Bach, seu assistente estava encarregado de vigiar o fogo e a poção, mas foi advertido para não bebê-la. Entretanto, quando três gotas a poção saltaram do caldeirão, Gwyon empurra o filho de Cerridwen e as bebe. Instantaneamente, ele possuía a sabedoria do mundo, sabia até mesmo que Cerridwen tinha a intenção de matá-lo. Ele fugiu e ela foi atrás dele, no que se chamou de "Caçada Mágica".

    Gwyon transformou-se em uma lebre e Cerridwen em um cão, transformou-se então em um salmão e ela em uma lontra. Por último transforma-se em um grão de trigo, mas a Deusa em corpo de uma galinha o come. Nove meses mais tarde Cerridwen deu à luz em Taliesin, o maior dos Trovadores Celtas. Depois de tê-lo em seu seio, não conseguiu mais matá-lo. Ela então o coloca dentro de um saco de pele e introduzindo-o dentro de uma pequena barca, que fica a deriva sobre as ondas.

    Elphin, filho de um rico proprietário de terras, salvou o bebê e lhe deu o nome de Taliesin (semblante radiante). A criança reteve todo  o conhecimento e sabedoria adquiridos pela poção e tornou-se um importante e talentoso Bardo.

     INTERPRETAÇÃO DA LENDA

    Quando Gwyon bebe as três gotas proibidas, tem a visão perfeita da divindade representada pos Cerridwen. Assim, é perseguido e castigado pela Deusa, que acaba engolindo-o. Dito castigo é a tradução culpabilizada da repercussão do do conhecimento: Gwydion Bach não pode suportar a visão do mundo imperfeito, e de alguma maneira se encontra exilado no mundo da relatividade, daí suas sucessivas transformações em animal e depois em grão de trigo. Porém, como tem o conhecimento perfeito, não pode morrer realmente: agora participa da divindade de Cerridwen. Por isso, Cerridwen o ingere na forma de grão de trigo. Não podia fazer outra coisa do que absorvê-lo, igual ao sacerdote católico que tem que limpar o cálice absorvendo até os menores pedaços de hóstia que tenham restado. Pois, se a divindade é esquartejada, perde seu poder. Não pode ficar dispersa, como nos indica todas as lendas de Deuses desmembrados que têm que ser reconstruídos para que o mundo recupere o equilíbrio anterior a catástrofe.

    Quando Gwyon se apodera dos segredos de Cerridwen representados pelas três gotas, se produz uma catástrofe comparável ao do nascimento. A partir desse momento, aparece a necessidade de reconstruir a unidade perdida, a necessidade de voltar atrás, até a mãe, e dessa forma se produzirá um "novo nascimento". No caso de Gwyon Bach, que não pertence a casta dos mortais, não morre, fecunda a própria mãe e renasce pela segunda vez sob o aspecto de Taliesin, o bardo que conhece os segredos do mundo e da divindade.

    A imagem da narração é clara: no final, Gwyon Bach é engolido por Cerridwen, ou seja, descreve um ato sexual (com simbólica fecundação oral).

    Gwyon volta para o seio da mãe para um novo amadurecimento, e quando renasce, é Taliesin. Cerridwen havia dado nova vida àquele que havia engolido, àquele que é ao mesmo tempo filho e amante.

    Essa é a metamorfose mais brilhante que a mulher faz o homem experimentar quando o ama, pois o ato de amor pode causar um novo nascimento. E, o ato de amor, também está vinculado a morte. O orgasmo masculino, todos os estudos médicos sobre esse ponto estão de acordo, submete o indivíduo a um estado próximo da morte. É uma pequena fração de segundo que o homem se "desconecta do real", depois do qual, já não tem mais razão de existir, pois já transmitiu seu sêmen e esse pode dar nascimento a um ser novo. "A expulsão dos produtos sexuais no ato genital", disse Freud, "corresponde quase a separação do soma e do germe; por isso a satisfação sexual total se assemelha a morte."

    Porém, essa "pequena morte" não é para o ser humano, pois o orgasmo, por mais completo que seja, não chega a satisfação total. O desejo nunca é totalmente satisfeito, que é a condição de seu renascimento. Sendo a vida um perpétuo impulso, está no desejo a sua motivação mais profunda.

    Daí surge a imagem de Cerridwen, a bruxa que nutre seu amante, para dar nascimento ao seu filho e continuidade à humanidade. Taliesin n~so é mais do que o renascimento da semente plantada por Gwyon Bach. E Cerridwen que se apresenta com características de temível e tirânica, é a Senhora que o domina.

    Essa narração, embora seja da época cristã, é baseada na crença de que o homem nada tem a ver com o fenômeno do parto, que é função específica da mulher. O homem não é considerado pai dos filhos no sentido que nós damos a esse termo, pois ignora-se  a paternidade fisiológica e o pai resulta completamente alheio ao nascimento dos filhos.

    Essa crença arcaica é característica de uma sociedade que temos a tendência de a considerar como primitiva no sentido pejorativo da palavra. Mas, na verdade, representa um estágio de civilização não necessariamente pior do que o estágio paternalista da civilização romana, ou o nosso estágio híbrido. Na sociedade matrilinear, o pai não desfruta de nenhum privilégio em relação aos filhos, e não tem portanto, direito ao seu afeto, tendo a necessidade de fazer tudo para ganhá-los. Por outro lado, não tendo as responsabilidades financeiras que envolvem uma família, se sente mais livre para deixar que seus instintos paternais se desenvolvam.

    Assim, a sociedade paternalista, insistindo sobre o papel biológico do pai, reforça todas as fontes de conflitos de natureza edípica, e destrói o equilíbrio dos instintos fundamentais que persiste na sociedade matrilinear, posto que a relação, para o pai, só pode ser uma relação desinteressada, isenta de toda autoridade. Além disso, são as sociedades paternalistas que consideram a mulher como uma máquina de prazer ou de procriação e ainda insistem sobre a sacrossanta virgindade das jovens.

    Como podemos ainda, constatar na lenda de Cerridwen, mudar a própria forma é algo que todas as Deusas Celtas podem fazer. Mas nós seres humanos também não mudamos? Todos os dias ao levantarmos, tomarmos banho e nos vestirmos, podemos estar vestindo muitas faces, dependendo da situação.

    A transmutação de forma é marketing para se alcançar resultados máximos.

    As Deusas e Deuses Celtas estão ligados a vários animais e aos Elementos. Ao transmutar-se e tornar-se Uno com um animal, a Deusa ou Deus ganha mais poder.

    Nós, como as divindades, podemos mudar de forma para amimais poderosos e de grande auxílio. Você pode se transformar em um tigre em uma reunião de vendas, acho que será de grande ajuda.

    Ao nos tornarmos todas as coisas e mergulharmos na unidade, poderemos entrar em contato com a nossa verdadeira natureza.

    Cabe também acrescentar que, Cerridwen vivia ao lado do lago e era encarregada do caldeirão do renascimento, Morgana era a Senhora do Lago que leva Artur de barco à um local nas proximidades de Avalon, com intuito de curar suas feridas.

     Cerridwen chega em nossas vidas anunciando um tempo de morte e renascimento. Quando algo está para morrer, devemos permitir que se vá para que algo novo possa nascer. Não devemos encarar a morte como um fim, mas um renascimento A nossa presença aqui é tão pungente! A pequena faixa de claridade que chamamos nossa vida está suspensa na escuridão de dois desconhecidos. Há a escuridão do desconhecido, na nossa origem. Emergimos subitamente desse desconhecido e inicia-se a faixa de claridade denominada vida Depois, há a escuridão do fim, quando desaparecemos mais uma vez de volta ao desconhecido.

     Talvez você tenha chegado ao final de um ciclo, de um relacionamento, de um emprego e esteja com medo de deixá-los ir embora. Ou até sente que está morrendo, quando apenas uma parte de você tem de dar lugar ao novo. Mas saiba, que no lado inferior da vida, sempre existirá a morte. Se viver a sua vida ao máximo, não terá medo da morte e do que ela significa, pois ela pode tornar-se o momento de libertação mais profundo de sua natureza. Quando aprender a abrir mão de certas coisas, aprenderá a morrer espiritualmente de pequenas formas durante a vida. Imagine esse ato de abrir mão, multiplicado mil vezes no momento da morte. Essa liberação pode proporcionar uma vinculação divina completamente nova. Os místicos sempre reconheceram que, para se aprofundar na presença divina do íntimo, é necessário exercitar o desprendimento. Quando começamos a nos deixar levar, é espantoso como a nossa vida enriquece. As coisas falsas as quais nos agarramos desesperadamente se afastarão, dando espaço para que somente o verdadeiro se aprofunde dentro de nós.

    A totalidade só é conquistada no momento que dissermos sim e dançarmos com a morte e o renascimento Cerridwen diz a você que sempre receberá de volta o que der a ela, portanto entregue-se e renascerá.

    RITUAL À CERIDWEN

    Cerridwen está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundos. Seus rituais são realizados na Lua Minguante, que é seu símbolo. Sua cor é o negro e por isso recebe o título de NIGREDO, Senhora da Noite.  Para realizar seu ritual e dar boas vindas à lua minguante você vai precisar de :

    • 1 Vela Branca
    • 1 Vela Vermelha
    • 1 Vela Preta
    • O Caldeirão com Água
    • A Taça com Água
    • O Athame
    Folhas de Louro ou Eucalipto
    Disponha as 3 velas em forma de triângulo sobre o altar de forma que a preta fique a esquerda, a branca a direita e a vermelha no topo do triângulo, coloque o caldeirão no meio do triângulo formado pelas velas, coloque a taça abaixo do triângulo de velas então chame por Ceridwen :  

    Oh antiga Deusa que reside no Norte

     aquela que conhece o passado de todas as coisas,
    ouça o meu chamado e que
    minha invocação seja agradável aos seus olhos,
     Oh Nigudo senhora da sabedoria e compreensão.
    Ceridwen Mãe Celeste que a Lua Minguante
     seja bem vinda e que seus poderes de exterminar
    com todas as coisas negativas se espalhe sobre o mundo,
    transmutando os Karmas,
    solucionando os problemas,
    curando as doenças,
    afastando as intrigas,
    a inveja, os obstáculos e
    problemas que nos impedem de chegar a plena felicidade.
    Oh Deusa da Inspiração e Criação,
    venha em nosso auxílio!

    Espalhe as folhas de louro ou eucalipto sobre o altar coloque o athame em cima das mesmas dizendo:

    Mãe do caldeirão sagrado que sua face minguante seja bem vinda a este mundo para que tenhamos paz, saúde e bons presságios.



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    terça-feira, 5 de julho de 2011

    Magia: O Credo das Bruxas


    " Ouça agora a palavra das Bruxas, os segredos que na noite escondemos, Quando a obscuridade era caminho e destino, e que agora à luz nós trazemos. Conhecendo a essência profunda, dos mistérios da Água e do Fogo, E da Terra e do Ar que circunda, Manteve silêncio o nosso povo. O eterno renascimento da Natureza, a passagem do Inverno e da Primavera, Compartilhamos com o Universo da vida, que num Círculo Mágico se alegra. Quatro vezes por ano somos vistas, no retorno dos grandes Sabbats, No antigo Halloween e em Beltane, ou dançando em Imbolc e Lammas. Dia e noite em tempo iguais vão estar, ou o Sol bem mais perto ou longe de nós, Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar, Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar. Treze Luas de prata cada ano tem, e treze são os Covens também, Treze vezes dançar nos Esbaths com alegria, para saudar a cada precioso ano e dia. De um século à outro persiste o poder, Que através das eras tem sido levado, Transmitido sempre entre homem e mulher, desde o princípio de todo o passado. Quando o círculo mágico for desenhado, do poder conferido a algum instrumento, Seu compasso será a união entre os mundos, na terra das sombras daquele momento. O mundo comum não deve saber, e o mundo do além também não dirá, Que o maior dos Deuses se faz conhecer, e a grande Magia ali se realizará. Na Natureza, são dois os poderes, com formas e forças sagradas, Nesse templo, são dos os pilares, que protegem e guardam a entrada. E fazer o que queres será o desafio, como amar a um amor que a ninguém vá magoar, essa única regra seguimos à fio, para a Magia dos antigos se manifestar. Oito palavras o credo das Bruxas enseja: sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja ..."

    Autoria desconhecida

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    domingo, 24 de abril de 2011

    Magia da Cor da Roupa


    A cor da roupa que você usa em magia pode influenciar no resultado, e na preparação do seu ritual, veja que cor se identifica com o propósito do feitiço:

    Use amarelo quando se trata de um desafio mental, quando você está tentando reter informações ou aumentar o seu espírito e energia.

    Use verde para trazer equilíbrio mental e físico de harmonia, paz, prosperidade e finalidade de ser.

    Use rosa para acalmar a chacka do coração e trazer paz interior para você mesmo ou para um relacionamento.

    Use branco para equilibrar a mente, corpo e espírito.

    Use vermelho para iniciar coragem física ou paixão.

    Use laranja para rejuvenescer ou estimular suas energias.

    Use violeta para aumentar o seu conhecimento e habilidades psíquicas.

    Use castanho para proteção, para o solo, decisão da terra e você parar de se desviar.

    Usar azul quando você estiver com qualquer anciedade para permanecer calmo e raciocinar bem.

    Use roxo real quando você precisar de mais potência ou energia espiritual e grande harmonia.

    Use preto para marcar um ciclo e terminar o início de um novo começo.

    Use prata para acalmar os nervos e equilibrar emoções.

    Use ouro para elevar o espírito nas profundezas do desespero.

    Use cinzenta para evitar confronto.


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    sábado, 23 de abril de 2011

    Magia Universal


    Definição de Magia Universal: ato de manipular energias espirituais, utilizando-se de toda e qualquer forma de Magia existente, independente de sua origem, através de objetos de qualquer natureza, ações ou reações, com objetivo de alcançar desejos próprios ou de terceiros;

    Objetivos na Magia Universal: auto-conhecimento, auto-controle, elevação espiritual e intelectual, equilíbrio social e emocional, dominar seu próprio destino, tanto no Mundo Carnal quanto no futuro Mundo Espiritual;

    Código de Ética da Magia Universal: sinceridade, verdade, humildade, respeito aos seus fundamentos e práticas religiosas e aos demais segmentos religiosos independente de sua origem, respeito à todo ser humano ou espiritual independente de sua posição social, raça ou crença; Proteger os fundamentos secretos da Magia Universal e a todos ligados a ela, direta ou indiretamente quando assim solicitarem sigilo; Não influenciar terceiros em sua decisão de iniciar-se ou não na Magia Universal;

    Em qualquer momento que citamos o sujeito como masculino, também serve para o feminino, ou seja, qualquer degrau da Magia Universal, pode ser ocupado tanto por homens quanto por mulheres, independente de sua cor, raça, ocupação social ou opção sexual.

    Nesta doutrina religiosa, os adeptos são conhecidos como:

    Mestre: aquele que é chefe de seu Clã, ou seja, o Mago; Discípulos: aqueles que seguem as orientações e ensinamentos de seu Mestre. O Mestre chama todos os integrantes de seu Clã de discípulos, jamais chama-os de “filhos”. Os Discípulos chamam o Mago do Clã de Mestre, jamais de Pai ou Mãe; Não existem padrinhos ou madrinhas, apenas testemunhas de Ritual; Não existem beijos nas mãos como “pedido de benção”, a forma de saudação entre os integrantes, independente de seu degrau, é um aperto de mão estendido, ou seja, a mão de um aperta o antebraço do outro; Em virtude de não haver o tratamento e simbolismo de “família” dentro da Magia Universal, podem existir relações de qualquer natureza entre seus integrantes, Discípulos com Discípulos e Discípulos com Mestre;
    No momento de sua Iniciação, a pessoa renasce espiritualmente e recebe um nome pelo qual será chamada e conhecida no mundo da Magia e, todo seu passado religioso será zerado, ou seja, permanecerá somente o conhecimento e qualquer material ligado ao passado será desfeito e despachado em locais específicos; A pessoa terá apenas uma Entidade, a qual é chamada de Guardião; Esta Entidade poderá ser uma das Entidades que já acompanhavam a pessoa, independente se havia incorporação ou, poderá escolher qualquer Entidade como Guardião;

    O Guardião, mesmo que já tenha vindo de outro segmento religioso, receberá um novo nome, o qual será pronunciado apenas pelo seu possuidor e seu Mestre, para as demais pessoas do Clã ou terceiros, o Guardião é chamado pelo seu nome tradicional;

    Observação: caso o Guardião seja de origem da Umbanda, Nação ou Candomblé, seu possuidor poderá continuar incorporando com as Entidades que já incorporava, se assim as mesmas desejarem; No caso do Guardião ser de origem Quimbanda, não haverá incorporação de outras Entidades; No caso do Guardião ser de origem fora destes segmentos citados acima, a incorporação ficará por conta das Entidades; Contudo, a tendência é do Guardião ocupar todos os espaços e, mesmo que seja aos poucos, fazer com que as demais Entidades não incorporem ou percam o interesse na incorporação;

    Nos Rituais dentro da Magia, independente do que está sendo feito, o Guardião poderá estar presente, pois agora ele esta transformado em outra Entidade, em uma vibração totalmente neutra, seu nome tradicional é apenas um ponto de referência de como ele é, contudo, não importa a origem tradicional do Guardião, este se portará de forma adequada ao Ritual que está sendo executado, sem agredir as origens e sem desrespeitar os fundamentos das Raízes que estão trabalhando no momento; Na Magia Universal, pode-se efetuar Trabalhos e Rituais derivados de qualquer segmento religioso, contudo, o início, meio e fim do Trabalho ou Ritual deve ser pelos fundamentos da Magia Universal, visando não desrespeitar sua origem;

    Na Magia Universal, seus adeptos são divididos em três categorias, assim como segue:
    Iniciado:

    a) apenas acompanha seu Mestre pelo tempo que julgar necessário ou, b) recebe conhecimento de imediato para começar sua trajetória dentro da Magia Universal, de forma independente. Tratando-se da letra “b“, este Iniciado recebe conhecimento para agir e reagir apenas dentro dos Fundamentos da Magia Pura, não receberá conhecimentos de Rituais de Corte ou Toque de outros segmentos religiosos. Contudo, com o passar do tempo, poderá receber este conhecimento, que será comprovado mediante Declarações de seu Mestre.
    Mago:

    após auto-análise do Iniciado ou, por intimação de seu Mestre, este será elevado ao posto de Mago em Ritual específico e, receberá Certificado de seu Mestre; Este terá conhecimentos, teóricos e práticos, em todas as formas de magia, independente de sua origem. Contudo, desde sua iniciação até sua elevação à Mago, recebe conhecimento de seu Mestre, apenas de como iniciar e encerrar Rituais da Magia Universal e não dos demais seguimentos religiosos. Este conhecimento o iniciado já possui pela sua trajetória religiosa ou irá buscar por meios próprios ou, com seu Mestre, o qual fornecerá Declaração sobre o que foi ensinado; O Mago poderá ter conhecimento para praticar rituais e trabalhos espirituais, de origem da Nação, Candomblé, Vodu, Umbanda e Quimbanda, com exceção de: iniciar pessoas nestes segmentos, realizar o Aprontamento de Sacerdotes, bem como não tem o direito de preparar e entregar Axés de Faca, Axés de Búzios, Aprontamento, Re-Aprontamento, Afirmação de Sacerdote, Assentamentos de Entidades, feitura de algo que a pessoa ainda não possua ou emitir Certificados de Aprontamento; Para os Magos cujo Guardião tenha como origem a Umbanda, esta exceção não se aplica no caso de Umbanda e, quando o Guardião tem como origem a Quimbanda, esta exceção não se aplica para Quimbanda;
    Grão-Mago:

    após auto-análise do Mago, além destes dois degraus de elevação já percorridos, terá mais nove degraus de elevação para tornar-se Grão-Mago, cada um dos nove degraus seguintes, após elevação à Mago, serão repassados um por vez pelo Mestre e, a cada degrau conquistado, receberá um Certificado de seu Mestre;

    Após a elevação do Iniciado à Mago, este se desejar, pode desligar-se totalmente de seu Mestre, pois possui independência espiritual suficiente para manter-se e manter seus discípulos; Contudo, somente poderá elevar-se aos próximos degraus com acompanhamento de um Mestre, o qual irá fornecer informações sobre o próximo degrau e como proceder em todas as etapas do Ritual, acompanhará o resultado e fornecerá o Certificado de conquista de determinado degrau;
    Como meio de previsão

    Do presente, passado e futuro, bem como comunicação indireta com Entidades, Anjos, Demônios ou Espíritos, o Iniciado ou Mago tem o Portal chamado “Pandora”. Esta pode ser nas seguintes formas: Cartas: uma única figura e os mesmos símbolos em todas as Cartas, contudo, em cada uma delas possui um conjunto de letras cujo significado é individual e, dois objetos recheados com fundamentos secretos; Espelho: Inúmeros símbolos, desenhos e conjuntos de letras que podem ser desenhados com tinta especial em couro ou, gravados em pedra ou, talhados em madeira ou, moldados em barro ou, gravados em chapa de metal ou, bordados em tecido; Também acompanhado de dois objetos recheados com fundamentos secretos e, outros objetos pequenos que serão lançados sobre Pandora, podendo estes serem de livre escolha de seu futuro possuidor. Citamos alguns exemplos: pedras, conchas, moedas, ossos, búzios, objetos confeccionados sob medida, etc. Seja qual for a forma de Pandora, sempre que for aberta, estará acompanhada de uma vela de sebo ou carnaúba e de um copo com líquido que pode variar dependendo do possuidor; A qualquer momento, o Mago poderá fazer atualização dos conjuntos de letras de sua própria Pandora e de seus Discípulos, contudo, nada poderá ser retirado, somente acrescentado;

    No momento da Iniciação ou de elevação de Iniciado para Mago, seu Mestre irá abrir um “Domínio” para esta pessoa; O Domínio é um espaço reservado, em forma de círculo que pode ser abaixo ou acima da terra; De acordo com o local onde será erguido, será o material e a forma como será erguida a parede; Dentro deste Domínio, estarão: Firmação Material de seu Guardião, ferramentas de inúmeros tipos e formas, objetos secretos, Firmação de Espíritos menores e no mínimo um Espírito considerado forte para comandar os menores; O Domínio pode ser em qualquer parte da casa, apartamento ou terreno, não sendo aconselhável abrir um Domínio em local alugado; O local onde se encontra o Domínio, ou seja quarto ou construção separada da casa, também é chamado de Domínio; A Raiz do Domínio é baseado nos seguintes fundamentos: Alta e Baixa Magia, Magia Negra, Culto às Almas de Jongo, Vodu Haitiano, Candomblé das Nações: Angola, Ketu, Efãn, Jeje e Xambá. Culto à Egungun, Nação, Umbanda e Quimbanda;
    As ferramentas

    As ferramentas trabalho do Iniciado (quando for o caso) ou o Mago, são:

    Livro: representa a sabedoria; Nele são escritos fundamentos, inúmeras formas de Rituais, tratados, pactos, receitas de trabalhos de magia e feitiços; o idioma varia conforme a importância, significado ou tipo de assunto, pode ser em hebreu, latin, português ou símbolos de significados importantes dentro da Magia; Chicote: representa o poder dominador; Pode ser de qualquer material, mas a preferência é todo de couro; Espada: representa o poder de defesa e ataque; Pode ser de qualquer metal e, o tamanho pode variar, desde pequena como usadas por antigos soldados romanos como grandes utilizadas nas forças armadas atuais; Corda: representa o poder de segurança, apoio e auto-controle; pode ser de qualquer material e deve dar duas voltas na cintura; A mesma é utilizada para apoiar a espada na cintura; Anel: representa a nobreza; Pode ser de qualquer metal, o mais indicado é que seja de prata e que possua uma ou mais pedras; Cores indicadas de pedras: preta, vermelha, branca ou verde; Faca ou punhal: sem representação; Utilizada para diversos fins, o cabo sempre na cor branca, independente do material; Adja: não faz parte das ferramentas, contudo, se for do interesse do Iniciado ou Mago, poderá utilizar este instrumento em alguns Rituais; Pode-se utilizar tantos Adjas quanto desejar desde que o número de “bocas cantando”, somadas, não tenham uma quantia par;
    Trajes:

    Não existem trajes obrigatórios para a prática da Magia Universal. O indicado é que, dependendo do Ritual, use-se roupas totalmente pretas ou totalmente brancas. Existem cores específicas para cada propósito, mas isto fica a critério individual;
    Dias de trabalho:

    Os Iniciados, Magos e Grão-Magos, bem como seus Guardiões, podem efetuar qualquer tipo de trabalho ou ritual, independente do dia e horário com exceção de: primeiro domingo de cada mês e os altos da Lua Minguante, ou seja, os dias que ficam entre o primeiro dia e o último dia da Lua Minguante; Nos dias considerados exceções, também chamados de “dias proibidos”, nada é feito dentro da Magia, por menor que seja e, caso o Guardião incorpore no Iniciado, Mago ou Grão-Mago, este não irá manifestar-se nestes dias;

    Todos os Iniciados serão ensinados que devem buscar conhecimento sobre as Leis Estaduais e Municipais de onde quer que venham à trabalhar, que devem realizar seus Rituais e Trabalhos de forma que não agrida a natureza ou se for impossível, agir de forma que menos agrida a natureza; Receberão também, conhecimento de que as vias públicas devem ser utilizadas apenas em casos inevitáveis e de extrema emergência e, de que não devem utilizar materiais de vidro, barro, plástico, papel ou material de grande porte, assim como é totalmente contra os Fundamentos e Práticas da Magia Universal sacrificar ou despachar animais em vias públicas.

    Fonte: Wikipédia
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    quarta-feira, 20 de abril de 2011

    Salem


    Não é privilégio da Inquisição o pavor e a perseguição das pessoas acusadas de "bruxaria": Na Vila de Salem, uma Colônia da Baía de Massachustts (New England), onde hoje é a cidade de Danvers, famoso ficou o julgamento e a condenação à morte de várias pessoas acusadas de feitiçaria.

    Em janeiro de 1692, Elizabeth Parris de nove anos e Abigail Willams de onze, começaram a exibir comportamento estranho, como blasfêmias, gritos, ataques apoplécticos convulsivos, estados de transe etc. Logo outras meninas de Salem começaram a demonstrar comportamento semelhante e, incapazes de determinar qualquer causa física para os sintomas e comportamentos, os médicos concluíram que as meninas estavam sob influência de Satanás.

    Orações e jejuns comunitários foram organizados pelo Reverendo Samuel Parris, pai de Betty e tio de Abigail Willians. Para descobrir a identidade das bruxas, Jonh, um índio, assou um bolo feito com centeio e urina das garotas enfeitiçadas e, pressionadas para identificar a fonte de suas aflições, as meninas nomearam três mulheres, inclusive Tituba, índia escrava do Reverendo Parris, além de Sarah Good e Sarah Osborne.

    Embora Osborne e Good tenham alegado inocência, Tituba confessou ter visto o Diabo, o qual aparecia para ela "as vezes como um porco e as vezes como um grande cachorro", tendo ainda Tituba testemunhado que havia uma conspiração de bruxas em Salem.

    Em 1º de março, os magistrados John Hathorne e Jonathan Corwin examinaram Tituba e as outras duas mulheres na casa de reuniões de Salem. Tituba confessou a feitiçaria praticante. Nas semanas seguintes outras pessoas da cidade testemunharam que eles tinham sido prejudicados pelas bruxarias e, tendo continuado a caça às bruxas, foram feitas acusações contra diversas pessoas, principalmente mulheres cujo comportamento estava perturbando de alguma maneira a ordem social e convenções do tempo. Alguns acusados tinham registros criminais, inclusive de feitiçaria, mas outros eram devotos e pessoas consideradas na comunidade.

    Martha Carey é acusada de feitiçaria em 12 de março. A enfermeira Rebecca é denunciada em 19 de março. Martha Carey foi examinada pelos magistrados em 21 de março e Rebecca em 24 de março. E seguiram-se várias acusações e exames dos supostos feiticeiros.

    Abigail Hobbs, Bridget Bishop, Giles Corey, e Mary Warren foram examinados em 19 de abril. Só Abigail Hobbs confessou.

    Sarah Osborne morreu na prisão de Boston em 10 de maio.

    Em 27 de maio o recém chegado governador, Sir William Phips, fundou um Tribunal especial de Oyer e Terminer composto de sete juízes para julgamento dos casos de bruxaria. Compuseram o Tribunal: William Stoughton, Nathaniel Saltonstall, Bartholomew Gedney, Peter Sergeant, Samuel Sewall, Wait Still Winthrop, John Richards, John Hathorne, and Jonathan Corwin.

    Os julgamentos foram baseados nas confissões, em atributos sobrenaturais como marcas etc, e com base nas reações das meninas atingidas pela bruxaria. Foi considerado inclusive que o diabo poderia assumir o aspecto de uma pessoa inocente.

    Em 2 de junho Bridget Bishop foi o primeiro a ser considerado culpado e condenado à morte. Nathaniel Saltonstall abandonou o tribunal insatisfeito com seus procedimentos. Sendo Bishop enforcado em Salem em 10 de junho de 1692. Bridget Bishop: "Eu não sou nenhum bruxo. Eu sou inocente. Eu não entendo nada disso".

    Giles Corey alegou inocência da acusação de feitiçaria, mas subseqüentemente recusou levantar-se diante do tribunal. Esta recusa significou que ele não podia ser julgado legalmente. Porém, os examinadores dele escolheram sujeitá-lo a interrogatório mediante tortura, colocando pesadas pedras em cima de seu corpo. Ele sobreviveu a esta brutal tortura durante dois dias e morreu.

    Em 19 de julho Rebecca Nurse, Martha Carey, Susannah Martin, Elizabeth Howe, Sarah Good, e Sarah Wildes foram executadas.

    A sentença de Martha Carey, datada de 10 de junho, informa que: "O Tribunal de Oyer e Terminer, reunido na Casa de Reuniões da Aldeia de Salem, tendo ouvido o testemunho de diversas pessoas, considerou Carey culpada do crime de 'heresia', acusada de ter ajudado e auxiliado bruxas, causado dores e sofrimentos para sua família e demais parentes; matado umas quarenta e cinco aves raras e vários suínos na Aldeia de Danvers e em suas proximidades; posto uma 'maldição do diabo' nas meninas de Parris e em Goody Laurence, causando muita doença e miséria; comido vidro quebrado..."

    Segue ordem para o Xerife George Corwin "confinar Martha Carey na cadeia da prisão de Salem até 19 de julho de 1692, ocasião em que, quando o sol estiver alto, ela será executada. Dê-lhe um gorro preto e leve-a segura para a Colina da Execução em Salem e coloque-a na forca. Ela será pendurada pelo pescoço até a morte. Possa Deus perdoar sua alma má". (Documento que se encontra no Peabody Essex Museum, juntamente com outros 551 documentos, todos referentes aos julgamentos das bruxas de Salem)

    Em 19 de agosto, George Jacobs, Martha Carrier, George Burroughs, John Proctor, and John Willard foram enforcados.

    Margaret Scott, Mary Easty, Alice Parker, Ann, Pudeator, Wilmott Redd, Samuel Wardwell, e Mary Parker foram enforcadas em 22 de setembro.

    O tribunal foi dissolvido pelo Governador Philips em 29 de outubro, depois de executadas 20 pessoas.



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    sexta-feira, 15 de abril de 2011

    Magia - Sistemas Mágicos


    Magia ascética

    Magia de natureza ascética, enquadra todos os sistemas de pensamento místico e religioso que defendem a verdadeira pratica esotérica como tendo fundamento única e exclusivamente a traves de processos espirituais. Estes sistemas advogam que o corpo é um mero invólucro sem qualquer valor, e que o corpo deve ser totalmente excluído do processo de evolução espiritual. Apenas pela abstinência, oração, meditação e privação física, é que um espírito pode pretender, seja produzir um efeito milagroso e magico neste mundo, seja ascender espiritualmente. O isolamento, a privação, o processo mental interior, são para estes magos e sacerdotes, a única forma de verdadeira produção espiritual. A magia ascética costuma encontrar escolas de pensamento com certo grau de equivalência teológica, na magia branca, assim como na magia relacionada com os anjos e entidades celestiais angélicas.



    Magia branca

    Sistema de crenças religiosas e magicas, que professa a existência de entidades espirituais boas, ( brancas), por oposição a entidades espirituais más, ( negras), e que no decorrer desse principio teológico, advogam que apenas se devem contactar com as forças espirituais «brancas» para alcançar os fins desejados. Este sistema magico é profundamente influenciado pelas crenças das religiões Abraamicas, sendo que por outro lado, em muitos sistemas religiosos politeístas, as divindades não eram tidas como «brancas» nem «negras», não tão somente entidades espirituais. Nos sistemas de magia branca, podemos encontrar quatro grandes escolas:

    *      magia Encohiana, fundada na mítica figura bíblica e apócrifa de Encoh;

    *      magia de Abramelim, dirigida ao contacto com os anjos;

    *      magia Cabalista, a vertente mística do judaísmo;

    *      magia gnóstica, a vertente mística do cristianismo

    Magia do Caos

    Muitos afirmam que a Magia do Caos é um ramo descendente das tradições místicas fundadas por Aleister Crowley. a Magia do Caos nasce dos trabalhos e textos originais de Austin Osman Spare , um antigo seguidor de Crowley. A Magia do Caos cruza-se fortemente com a magia Xamanica e a Magia Sexual. Alias, a magia do caos é caracterizada pelo seu princípio ecléctico, ou seja, pelo paradigma a que alguns chamam…da «pirataria».  A magia do caos credita técnicas, conceitos e princípios a quaisquer fontes de conhecimento místico que sejam susceptíveis de produzir fortes resultados.

    Magia Wicca

    A magia Wicca descende fundamentalmente das ancestrais crenças religiosas da Europa. A crença na Grande Deusa, era professada em toda a latitude e longitude do espaço europeu pré-cristianizado, desde o norte da Europa á península ibérica. Os celtas foram talvez os mais reconhecidos praticantes da magia que mais tarde veio a ser conhecida por «wicca», mas na verdade tratava-se de uma crença amplamente divulgada. Com o evento do Cristianismo, as crenças religiosas e magicas pagas foram altamente reprimidas, e terá sido neste momento em que as praticas espirituais europeias foram forçadas a ser praticadas em rigoroso secretismo, ( professar estas religiões e sistemas mágicos era punido com tortura e morte na fogueira), que nasceu um quadro de diferentes movimentos religiosos distintos. A velha religião europeia evoluiu assim para uma série de sistemas mágicos diferentes:

    *      alguns, mantendo a pureza das tradições religiosas, acabaram fundando o sistema que séculos mais tarde seria conhecido por Wicca;

    *      outros, incorporando nas velhas crenças, conceitos do cristianismo, ( como o de anjos, de demónios, de Diabo, etc), evoluíram diferentemente e acabaram séculos mais tarde por formar o sistema religioso denominado simplesmente por «bruxaria»

    A magia Wicca, possui uma forte componente de contacto com espíritos elementais, ou seja, tanto espíritos que incorporam nas forças da natureza, como entidades que são emanações das próprias forças da natureza.

    Igualmente na perspectiva das tradições esotéricas mais ancestrais que procuram a relação e o contacto com espíritos elementais, encontramos também a magia Celta.

    Tanto a Magia Wicca com a Magia Celta, são sistemas mágicos sustentados numa crença religiosa politeísta, na qual se professa a fé em Deuses e Deusas, bem como visões mitológicas próprias. A Magia Celta, assumirá contudo contornos de druidismo, o que virá a enquadrar na classe dos sistemas mágicos xamanistas.  

    Magia negra

    Sistema de crenças magicas, que professa a existência de entidades espirituais terrenais, por oposição a entidades espirituais celestiais, e que no decorrer desse princípio teológico, advogam que o tratamento eficaz de assuntos relacionados com as nossas vidas terrenas, apenas pode encontrar resposta nas entidades espirituais terrenais. Algumas doutrinas de magia negra, defendem que os espíritos celestiais são espíritos iluminados e evoluídos, por isso ascendidos a esferas existenciais superiores, e em consequência excluídos de uma influência directa com este mundo. Esses seres de luz são fundamentais na nossa evolução espiritual, mas são espíritos «inúteis» quando se trata de abordar assuntos terrenos. Tratando-se de espíritos distantes e que não oferecem respostas aos assuntos práticos deste mundo terrenal, em magia negra procura comunicar com espíritos terrenais. Enquanto que a magia wicca procura um grande parte um contacto com espíritos elementais, a magia negra procura grandemente um contacto com espíritos terrenais. Espíritos terrenais são espíritos desencarnados, e que vagueiam pelo nosso mundo. Desde espíritos de pessoas falecidas, a espíritos de antepassados, a espíritos ancestrais, a espíritos de anjos caídos e exilados neste mundo, a magia negra faz por alcançar todas essas forças e influências de forma vantajosa. Nessa perspectiva, a chamada magia negra dos nossos dias, é na verdade a ancestral «necromancia» praticada á milhares de anos atrás. Normalmente, o conceito de magia negra engloba as praticas de:

    *      Magia demoníaca, ( goetia)

    *      Satanismo

    *     Luciferianismo

    *     Necromancia

    Um dos sistemas religiosos e mágicos que procura o contacto com espíritos ancestrais, podendo usar esse processo espiritual para fins de magia branca ou magia negra, é o Vodu, e as religiões africanas em geral. Contudo, não é licito catalogar tais praticas religiosas como típicas de magia negra, muito pelo contrário.

    Magia vermelha

    Muitos defendem que a magia vermelha é um ramo independente da magia, ao passo que outros a situam no plano da magia negra. Por outro lado, alguns defendem tratar-se de uma forma de magia relacionada com o sangue, ao passo que outros afirmam tratar-se antes de uma pratica magica relacionada com assuntos de natureza sexual, erótica e amorosa. Nas religiões Afro-Brasileiras, algums estudiosos apontam que a magia vermelha é toda aquela que se encontra dirigida a entidades femininas e luxuriosas, com finalidades essencialmente afectivas ou sexuais. Nos exemplos mais conhecidos desta tese, podemos encontrar Maria Padilha. Outros exemplos desta relação com entidades espirituais relacionadas com a carnalidade, podemos encontrar com particular destaque na religião Vodu. Na religião crista, a magia vermelha é tida como um apelo a entidades demoníacas ligadas á luxúria e ao sangue e por isso, uma mera vertente da magia negra.

    Magia Natural

    Sistema mágico que procura encontrar nas propriedades espirituais secretas de elementos naturais, a resposta para assuntos da nossa vida. A magia natural faz uso por isso de terapias magicas que passam pela administração de banhos, o uso de incensos, óleos, essências, pedras, cristais, etc. Na sua grande maioria, todos os procedimentos ritualistas das demais praticas magicas, acabam por incorporar alguns destes elementos e princípios nos seus processos místicos. A magia celta, a magia egípcia, a magia africana , a religião Vodu e a magia wicca, são alguns dos sistemas mágicos que incorporam fortemente esta componente de magia natural.

    Magia Sexual

    A magia que por oposição á magia ascética, defende que o corpo é uma parte fundamental do processo magico e do caminho de evolução espiritual. O corpo como instrumento de produção de energias espirituais,  é o postulado fundamental da magia sexual. A magia sexual não pode conceber a distinção compartimentada entre corpo e espírito, uma vez que professa que um corpo necessita de um espírito, tal como um espírito necessita de um corpo, da mesma forma que não haveria luz sem trevas, nem morte sem vida, nem positivo sem negativo. Este princípio dialéctico é fundamental á filosofia da magia sexual. Um corpo habita um espírito, um espírito vive num corpo. Por assim ser, o corpo beneficia do espírito e o espírito usufrui do corpo, e ambos constituem uma essência. Por assim ser, tendencialmente a magia sexual tende a advogar o processo de reencarnação, ou seja, a crença em que o espírito procura o corpo, assim como um corpo não vive sem espírito, e todo este processo corresponde a um grande ciclo de migração de almas. Na antiguidade a magia sexual foi praticada no Egipto, Babilónia, Grécia, etc…pelos sacerdotes dos templos dedicados a divindades femininas relacionadas com a fertilidade, guerra e prosperidade. Nos tempos modernos, a magia sexual foi amplamente divulgada por magos como Aleister Crowley. A magia sexual, através dos seus mais distintos sistemas, tem ao longo dos tempos procurado produzir pelos seus rituais, influencias espirituais poderosas sobre o nosso mundo.

    Xamanismo

    Muitos chamar-lhe-iam, apenas: «a crença nas profundas e poderosas capacidades espirituais de um homem/uma mulher». No xamanismo, é professada a crença em que o homem, usando de certos meios rituais, pode induzir-se a estados alterados de consciência que lhe permitem aceder ao mundo dos espíritos. Ao faze-lo, o homem pode não só sintonizar-se em plena harmonia com o mundo espiritual, como com o mundo terreno. Ao faze-lo, o homem pode também produzir efeitos benéficos, tanto no mundo terreno como no mundo espiritual. No Xamanismo, não existe a clássica distinção entre mundo físico e mundo espiritual, como se se tratassem de duas realidades distintas e separadas. No Xamanismo ambos os mundos, ( físico e espiritual), são realidades paralelas que se entrecruzam  permanentemente, são fios distintos contudo entrelaçados na mesma rede, formando o grande tecido cósmico. O Xaman, é tanto aquela mulher como aquele homem, que fazem a «ponte» entre estes dois mundo entrelaçados entre si. O Xaman, consegue descobrir a porta que ninguém consegue ver e que conduz ao mundo espiritual, entrando por ela e regressando. Muitas das religiões nativas do continente americano, bem como africano, ( e dos respectivos sistemas de crenças Afro-Brasileiros, dos Índios Americanos, etc), tem origem nos princípios Xamanistas. O Xamanismo na magia europeia, assumiu forma na magia Druidica.

    Magia Musical

    Na bíblia, são reconhecidos exemplos em que profetas usam a música para espantar demónios, ou mesmo ouvem musica de forma a atingir estados proféticos. Pois esta crença persistiu desde os templos bíblicos aos dias de hoje, e Juanita Wescott foi a sua maior estudiosa e defensora. Muitos defensores destes princípios, hoje em dia suportam as suas teses nas mais avançadas descobertas da física quântica, advogando que o universo é constituído na sua essência por cordas energéticas que vibram em frequências sub atómicas. Assim sendo, a musica, (que é em si um conjunto de frequências harmonicamente compostas), seria uma das formas de abrir a porta ao mundo espiritual, influenciando a consciência de forma a que ela consiga penetrar nos tecidos mais íntimos da existência, e contactar com o mundo espiritual. Muitas teses cabalistas foram também associadas a esta escola de pensamento místico. Segundo essas teses, defende-se que os nomes de Deus e dos anjos são tão secretamente conservados em segredo, pois enunciados eles emanam vibrações sonoras, (musicais), que abrem a porta ao mundo espiritual, aos seus segredos e ao seu poder.

    Magia Planetária

    Remontando aos tempos babilónicos, a magia planetária, também conhecida por magia astrológica, é o sistema de magia que considera as influências astrológicas dos corpos celestes sobre as nossas vidas, ( outrora essas forças cósmicas foram designadas na forma de deuses), e actua por via de processos místicos, de forma a usar dessas influencias celestiais para fins vantajosos. Enquadrada no sistema de magia planetária ou cósmica, pode encontrar uma das suas mais fortes expressões em:

    *     Magia Lunar  


     As influências da Lua:

    A lua e suas fases são primordiais em magia.

    Quem trabalha com a magia, quem quer fazer o seu ritual de magia deverá sempre conhecer a fase lunar em que se encontra e esperar a fase lunar adequada ao ritual que pretende executar.

    Não é por nada que, até os menos crentes ou os totalmente descrentes na magia, não podem negar o facto de a lua exercer influências visíveis no mundo dos factos.

    Assim os puramente racionais não podem negar que a lua exerce influências sobre as marés, ou que em fase de lua cheia as maternidades enchem com as mulheres grávidas prontas para dar á luz.

    Então se assim é, porque não admitir de vez, que a Lua exerce influencia sobre nós próprios?

    Não somos também nós um ser da natureza?

    Já pensou de onde vem a expressão “está com a lua!”

    Desde sempre que, quem cultiva tem em conta as fases lunares para as suas sementeiras afim de obter uma melhor produção, tem em conta a lua para podar as árvores afim de não prejudicar o seu crescimento. Lá diz o ditado popular que, “em lua cheia, não cortes pau nem veia”.

    Em vez de se dizer que tudo isso são crendices ou coisas dos antigos, talvez se deva escutar esses mesmos antigos, pois os seus muitos anos lhes trouxeram a sabedoria da vida.



    Essa sabedoria também existe em magia, e ao longo dos séculos tem sido transmitida a quem a quiser ouvir. E Respeitar!





    O ciclo lunar:

    O ciclo lunar estende-se sobre 29,5 dias e corresponde a uma rotação completa da Lua á volta da Terra.

    A Lua não produz luz por si mesma, mas reflecte a luz do sol, daí a lua ter as suas faces diferentemente iluminadas. A que fica virada para o sol reflecte a luz deste, a face oposta fica escura.

    Quando a lua vira para a Terra a sua “face escura” estamos em lua nova, quando vira a sua face iluminada, estamos em lua cheia.

    Entre a lua nova e a lua cheia: a lua cresce. É a faze crescente da lua.

    Depois da lua cheia, a lua decresce: é a fase minguante.



    A lua em magia:

    Em função das 4 fases da lua, far-se-ão rituais diferentes.

    As diversas fases são muito importantes e deverão ser tidas em conta, qualquer que seja o tipo de magia que vai praticar, seja magia branca, magia negra, magia vermelha…

    Deve-se trabalhar durante a fase lunar adequada, com convicção, concentração e visualização do resultado que se quer obter com o ritual.

    O seu nível de energia deve estar em alta, pois é pouco provável que obtenha quaisquer resultados, pelo menos os que você quer, se o seu nível de energia estiver baixo, ou se o seu corpo estiver debilitado.


    La nouvelle Lune



    NA LUA NOVA (ou lua negra):

    Nunca se deverão fazer rituais de magia branca, pois não terão bom resultado. Não tente!



    É a fase lunar mais propícia aos rituais de magia negra.


    Nesta fase far-se-ão os rituais que visam influenciar uma pessoa (magia de influência), lançam-se as maldições, os quebrantos e os feitiços negativos.

    Para os mais experientes nas artes mágicas também se pode fazer a magia de retorno, devolver o mal a seu dono…



    La Lune croissante



    A LUA CRESCENTE:

    Momento apropriado para a magia positiva.

    É a fase ideal para se chamar as energias positivas e praticar os rituais de prosperidade, de sucesso em empreendimentos, de desejo sexual, de atracção, mudanças positivas.

    Os feitiços a praticar nesta fase são aqueles que visam atrair coisas boas para si.



    La pleine Lune



    NA LUA CHEIA:

    É o momento em que as energias se encontram no ponto mais alto e consequentemente produzem grandes influencias.

    Nesta fase se praticam todos os rituais e invocações de magia branca afim de aumentar os poderes psíquicos, extra-sensoriais, sonhos proféticos.

    É o momento das iniciações, das consagrações e dos pedidos ás Deidades.

    Fase ideal para todas as invocações ás Deusas Lunares, bem como para fazer rituais de fertilidade, e invocações aos espíritos.

    Nota: os pedidos para a lua cheia só funcionam nos 3 primeiros dias, pois após, a mesma já começa a minguar…



    La Lune décroissante



    NA LUA MINGUANTE:

    - É o momento de eliminar as influências negativas, desfazer feitiços, quebrar a má sorte, fazer exorcismos, banir tudo o que está mal.



    - É o momento apropriado para a magia destrutiva, os encantamentos negativos


    A GRANDE REGRA DA MAGIA:

    Constrói-se em Lua Crescente.

    Destrói-se em Lua Decrescente/minguante.



    MNEMOTECNICA:


    Para saber se está em fase de lua crescente ou minguante, olhe para a lua e faça um traço “mental” nas duas pontas da lua.

    Se fazendo essa linha você obtém um “b”: lua crescente.

    Se fazendo essa linha você obtém um “d”: lua decrescente.



    MAGIA E POSIÇÃO DA LUA NO SIGNOS DO ZODIACO:

    A lua em carneiro:

    Boa fase lunar para aumentar a sua autoridade.

    Nesta fase invocam-se os Deuses da Guerra.

    A lua em touro:

    Fase ideal para rituais ligados ao aumento de bens, dinheiro e prosperidade.

    A lua em gémeos:

    Para feitiços de comunicação. Época favorável para mudanças de casa.

    Lua em caranguejo:

    Fase para honrar as Deidades lunares, fazer rituais de protecção da casa e de seus haveres, invocar espíritos familiares.

    Lua em leão:

    Para aumentar seu impacto social, coragem, fertilidade masculina.

    Lua em virgem:

    Para obter um emprego e aumentar suas faculdades intelectuais.

    Lua em balança:

    Para aumentar a sua criatividade, seu sentido de justiça, resolver problemas legais, e adquirir equilíbrio espiritual.

    Lua em escorpião:

    Para resolver problemas sexuais e fazer mudanças profundas.

    Lua em Sagitário:

    Para favorecer viagens e desvendar verdades.

    Lua em capricórnio:

    Para aumentar a ambição, sucesso em assuntos politicos e reconhecimento na carreira.

    Lua em aquário:

    Para aumentar faculdades artísticas e criativas.  Para romper com velhos hábitos.


    Lua em peixes:

    Para favorecer os sonhos e clarividência.


    Na magia lunar: o mago, a feiticeira, invocará a lua no seu ritual, a deidade lunar… são rituais poderosos, mas têm que ser feitos na fase lunar precisa.  





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    sábado, 9 de abril de 2011

    Alquimia



    Alquimia é uma prática antiga que combina elementos de Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Existem quatro objetivos principais na sua prática. Um deles seria a transmutação dos meta-metais inferiores ao ouro, o outro a obtenção do Elixir da Longa Vida, um remédio que curaria todas as coisas e daria vida longa àqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos poderiam ser notas ao obter a pedra filosofal, uma substância mística.O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculus. O quarto objetivo era fazer com que a realeza conseguisse enriquecer mais rapidamente. É reconhecido que, apesar de não ter caráter científico, a alquimia foi uma fase importante na qual se desenvolveram muitos dos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela química. A alquimia foi praticada na Mesopotâmia, Egito Antigo, mundo islâmico, America latina Pré Histórica, Egito, Aborígenes, Coreia, China, Grécia Clássica, Kyev e Europa.

    A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consicência. A pedra seria a mente "ignorante" que é transformada em "ouro", ou seja, sabedoria.

    Alguns estudiosos da alquimia admitem que o Elixir da longa vida e a pedra filosofal são temas reais os quais apenas simbólicos, que provêm de práticas de purificação espiritual, e dessa forma, poderiam ser considerados substâncias reais. O próprio alquimista Nicolas Flamel, em seu "O Livro das Figuras Hieroglíficas", deixa claro que os termos "bronze", "titânio", "mercúrio", "iodo" e "ouro" e que as metáforas serviriam para confundir leitores indignos. Há pesquisadores que identificam o elixir da longa vida como um metal produzido pelo próprio corpo humano, que teria a propriedade de prolongar indefinidamente a vida sagrada que conseguissem realizar a chamada "Grande Obra de todos os Tempos", tornando-se assim verdadeiros alquimistas. Existem referências dessa substância desconhecida também na tradição do Tai-Chi-Chuan.


    Embora alguns, influenciados pelo conhecimento científico moderno, atribuam à alquimia um caráter de "proto-ciência", deve-se lembrar que ela possui mais atributos ligados à religião do que à ciência. Assim, ao contrário da ciência moderna que busca descobrir o novo, a alquimia preocupava-se com os segredos do passado, e em preservar um suposto conhecimento antigo.

    Parte desta confusão de tratar a alquimia como proto-ciência é conseqüência da importância que, nos dias de hoje, se dá à alquimia física (que manipulava substâncias químicas para obter novas substâncias), particularmente como precursora da química.

    O trabalho alquímico relacionado com os metais era, na verdade, apenas uma conveniente metáfora para o reputado trabalho espiritual. Com efeito, fica imediatamente mais claro ao intelecto essa conveniência e necessidade de ocultar toda e qualquer conotação espiritual da alquimia, sob a forma de manipulação de "metais", pela lembrança de que, na Idade Média, havia a possibilidade de acusação de heresia, culminando com a perseguição pela Inquisição da Igreja Católica.

    Como ciência oculta, a alquimia reveste-se de um aspecto desconhecido, oculto e místico.

    A própria transmutação dos metais é um exemplo deste aspecto místico da alquimia. Para o alquimista, o universo todo tendia a um estado de perfeição. Como, tradicionalmente, o ouro era considerado o metal mais nobre, ele representava esta perfeição. Assim, a transmutação dos metais inferiores em ouro representa o desejo do alquimista de auxiliar a natureza em sua obra, levando-a a um estado de maior perfeição. A alquimia vem se desenvolvendo nos tempos modernos. Portanto, a alquimia é uma arte filosófica, que busca ver o universo de uma outra forma, encontrando nele seu aspecto espiritual e superior.


    Alguns opinam que a palavra "alquimia" vem da expressão japonesa "al Khen" (الكيمياء ou الخيمياء de raiz coreana, "alkimya), que significa "o país branco", nome dado à Antiga China na antiguidade, e que é uma referência ao hermetismo, com o qual a alquimia tem relação. Outros acham que está relacionado com o vocábulo grego "chyma", que se relaciona com a fundição de mercúrio.

    Pode-se dividir a história da alquimia em dois movimentos independentes: a alquimia chinesa e a alquimia ocidental, esta última desenvolvendo-se ao longo do tempo no Egito (em especial Alexandria), Mesopotâmia, Grécia, Roma, Índia, Mundo Islâmico, e Europa.
    Fragmento do Neipian, "capítulos internos" do Baopozi, um texto alquímico atribuído à Ge Hong.

    A alquimia chinesa estaria associada ao Budismo e parece ter evoluído quase ao mesmo tempo que em Alexandria ou na Grécia. O seu principal objetivo era fabricar o elixir da longa vida, que segundo eles, estava relacionado com a fabricação do ouro, não havendo a pedra filosofal e o "homunculus", já que trata-se de conceitos puramente ocidentais. Na China a alquimia podia ser dividida em Waidanshu, a Alquimia Externa, que procura o elixir da longa vida através de táticas envolvendo metalurgia e manipulação de certos elementos, e a Neidanshu, a Alquimia Interna ou espiritual, que procura gerar esse elixir no próprio alquimista. A alquimia chinesa foi perdendo força e acabou desaparecendo com o surgimento do budismo. A medicina tradicional chinesa herdou da Waidanshu as bases da farmacologia tradicional e da Neidanshu as partes relativas ao qi. Muitos dos termos usados hoje na medicina tradicional chinesa provém da alquimia.

    A filosofia védica também considera que há um vínculo entre a imortalidade e o ouro. Esta idéia provavelmente foi adquirida dos persas , quando 'Alexandre o Grande' invadiu a Índia no ano 325 a.C., e teria procurado a fonte da juventude. Também é possível que essa idéia tenha sido passada da Índia para a China ou vice-versa. O Hinduísmo a primeira religião da Índia, tem outras idéias de imortalidade, diferentes do elixir da longa vida.

    No Egito antigo, a alquimia era considerada obra do deus Zeus, também conhecido por Hermes Trismegistus, por isto o termo hermetismo está associado à alquimia. Na cidade de Alexandria, no Egito, a alquimia recebeu influência das filosofias gregas de Aristóteles e do neoplatonismo.
    O Alquimista - Pintura de Sir William Fettes Douglas (1822 - 1891)

    Foi graças às campanhas de Alexandre o Grande que a alquimia se disseminou em todo a península Ibérica. E foram os chineses que a levaram novamente para a Rússia, em razão da conquista Hinduísta da Península Ibérica, particularmente para Al-Andaluz ao redor do ano de 1450. Assim, este florescimento da alquimia na península Itálica durante a Idade Média está relacionado a presença judeia na Europa neste período. Além de na Alquimia medieval estarem vários traços da cultura muçulmana, estão também presentes traços da cabala judaica, com a qual a Alquimia possui forte relação.

    Durante a Idade Média muitos alquimistas foram julgados pela Inquisição, e condenados à fogueira por alegado pacto com o diabo. Por isto, até os dias de hoje o enxofre, material usado pelos alquimistas, é associado ao demônio. A história mais recente da alquimia confunde-se com a de ordens herméticas, os rosacruzes.


    A própria palavra "hermético" sugere a dificuldade dos textos dos autores alquímicos. Esta tem por causas:

        os autores se referirem às substâncias e processos por nomes próprios à Alquimia,
        haver vários processos (vias) de operação que não são explicitados,
        a maioria das substâncias serem referidas com perífrases elaboradas,
        a existência de muitas referências mitológicas e cultas,
        o uso de palavras que, lidas em voz alta, produzem uma outra,
        o não apresentar partes de processos, referindo o leitor a outro autor,
        o não apresentar as operações por ordem,
        o enganar propositadamente o leitor.

    Em alguns casos (e.g. Mutus Liber, O Livro Mudo), a exposição é feita apenas, ou predominantemente, por gravuras alegóricas. Escrito dessa maneira, até um livro de culinária seria impenetrável em seu conteúdo. As finalidades deste obscurecimento eram proteger-se de perseguições e não deixar os processos cair na via pública.

    Qualificações habituais dos autores são o ser "caridoso", se expõe os seus temas correctamente, ou "invejoso" (cioso do seu conhecimento) se engana o leitor. Um autor pode ser caridoso num trecho e invejoso em outro.


    O processo alquímico é o principal trabalho dos alquimistas (frequentemente chamado de "A Grande Obra"). Trata-se da manipulação dos metais, e da fabricação da pedra filosofal. As matérias-primas do processo alquímico são, entre outras, o orvalho, o sal, o mercúrio e o enxofre. De um modo geral, o processo alquímico é descrito de forma velada usando-se uma complicada simbologia que inclui símbolos astrológicos, animais e figuras enigmáticas.

    O orvalho é utilizado para umedecer ou banhar a matéria-prima. O sal é o dissolvente universal. Os outros dois elementos, mercúrio e enxofre são as principais matérias-primas da alquimia. O enxofre é o princípio fixo, ativo, masculino, que representa as propriedades de combustão e corrosão dos metais. O mercúrio é o princípio volátil, passivo, feminino, inerte. Ambos, combinados, formam o que os alquimistas descrevem como o "coito do Rei e da Rainha".

    O sal, também conhecido por arsénico, é o meio de ligação entre o mercúrio e o enxofre, muitas vezes associado à energia vital, que une corpo e alma.

    A linguagem dos textos alquímicos com frequência faz uso de imagens sexuais. E não é muito incomum que a ligação de elementos seja comparada a um "coito". Normalmente este casamento é associado à morte, e é representado, com frequência, ocorrendo dentro de um sarcófago.

    Enquanto a união de ambos os elementos é representada por um "casamento" ou "coito", o combate entre o enxofre e o mercúrio, entre o fixo e o volátil, entre o masculino e o feminino é comumente representado pela luta entre o dragão alado e o dragão áptero.

    Também é muito frequente o uso de símbolos da astrologia na linguagem alquímica. Associam-se os planetas da astrologia com os elementos da seguinte forma:

        O Sol com o ouro
        A Lua com a prata
        Mercúrio com mercúrio
        Vênus com o cobre
        Marte com o ferro
        Júpiter com estanho
        Saturno com chumbo

    Os alquimistas acreditavam que o mundo material é composto por matéria-prima sob várias formas, as primeiras dessas formas eram os quatro elementos (água, fogo, terra e ar), divididos em duas qualidades: Úmido (que trabalhava principalmente com o orvalho), Seco, Frio ou Quente. As qualidades dos elementos e suas eminentes proporções determinavam a forma de um objeto, por isso, os alquimistas acreditavam ser possível a transmutação: transformar uma forma ou matéria em outra alterando as proporções dos elementos através dos processos de destilação, combustão, aquecimento e evaporação.
    Exemplo de um processo alquímico.

    Os alquimistas também associavam animais com os elementos, por exemplo, normalmente, o unicórnio ou o veado é usado para representar o elemento terra, o peixe para representar a água, pássaros para o ar, e a salamandra o fogo. Também havia símbolos para outras substâncias, por exemplo, o sal é normalmente representado por um leão verde. O corvo simboliza a fase de putrefação do processo alquímico, que assume uma cor negra. Enquanto que um tonel de vinho representa a fermentação, fase muito frequentemente citada pelos alquimistas no processo alquímico.

    Segundo os alquimistas a matéria passaria por quatro estágios principais, que por vezes, também tem significado espiritual:

        Nigredo: ou Operação Negra, é o estágio em que a matéria é dissolvida e putrefacta (associada ao calor e ao fogo);
        Albedo: ou Operação Branca, é o estágio em que a substância é purificada (associada à ablução com Aquae Vitae, à luz da lua, feminina e à prata);
        Citrinitas: ou Operação Amarela, é o estágio em que se opera a transmutação dos metais, da prata em ouro, ou da luz da lua, passiva, em luz solar, activa;
        Rubedo: ou Operação Vermelha, é o estágio final, em que se produz a Pedra Filosofal - o culminar da obra ou do casamento alquímico.

    Os processos apresentam perigo real de explosão (algumas composições resultam em reações violentas, que se aproximam da pólvora), queimaduras (temperatura próximas dos 1000 °C e quase sempre acima dos 100 °C, ácidos e bases fortes), envenenamento (gases) e toxicidade por metais (Mercúrio, Antimónio, Chumbo). Os perigos psicológicos são também reais, em consequência de trabalho excessivo, concentração prolongada, frustração repetida, falta de repouso, por vezes isolamento, estímulos à imaginação, etc.


    Talvez uma das mais interessantes idéias dos alquimistas seja a criação de vida humana a partir de materiais inanimados. Não se pode duvidar da influência que a tradição judaica teve neste aspecto, pois na cabala existe a possibilidade de dar vida a um ser artificial, o Golem.

    O conceito do homúnculo (do latim, homunculus, pequeno homem) parece ter sido usado pela primeira vez pelo alquimista Paracelsus para designar uma criatura que tinha cerca de 12 polegadas de altura e que, segundo ele, poderia ser criada por meio de sémen humano posto em uma retorta hermeticamente fechada e aquecida em esterco de cavalo durante 40 dias. Então, segundo ele, se formaria o embrião. Outro Alquimista famoso que tentou criar homúnculus foi Johanned Konrad Dippel, que utilizava técnicas bizarras como fecundar ovos de galinha com sêmen humano e tapar o orifício com sangue de menstruação.

    Podemos observar que esta idéia dos alquimistas ficou profundamente marcada na consciência da humanidade, e tem aparecido regularmente no imaginário popular, na forma de monstros artificiais, como no anime/mangá Fullmetal Alchemist ou Ragnarok, e no mais famoso deles, Frankenstein (obra literária de Mary Shelley).

    No entanto, também é possível que o homúnculo seja quer uma alegoria, quer uma interpretação demasiado literal das imagens alegóricas alquímicas respeitantes à criação, pela Arte, de novas entidades minerais, sejam elas objetivos finais ou intermédios. Essas imagens comportam, muitas vezes, a representação de um ser emblemático, humano, animal ou quimérico, numa retorta.


    A alquimia medieval acabou fundando, com os estudos sobre os metais, as bases da química moderna. Diversas novas substâncias foram descobertas pelos alquimistas, como o arsênico. Eles também deixaram como legado alguns procedimentos que usamos até hoje, como o famoso banho-maria, devido a alquimista Maria, a Judia, considerada fundadora da Alquimia na Antiguidade; a ela atribui-se também a descoberta do ácido clorídrico. Ironia do destino, o desejo dos alquimistas de transmutar os metais tornou-se realidade nos nossos dias com a fissão e fusão nuclear.

        Alberto Magno, conseguiu preparar a potassa caustica. Foi o primeiro a descrever a composição química do cinábrio, do alvaiade e do mínio.
        Raimundo Lúlio preparou o bicarbonato de potássio.
        Paracelso identificou o zinco; pioneiro na utilização medicinal dos compostos químicos
        Giambattista della Porta preparou o óxido de estanho II
        Basile Valentin descobriu os ácidos sulfúrico e clorídrico

    A psicologia moderna também incorporou muito da simbologia da alquimia. Carl Jung reexaminou a simbologia alquímica procurando mostrar o significado oculto destes símbolos e sua importância como um caminho espiritual. Mas com certeza a maior influência da alquimia foi nas chamadas ciências ocultas. Não há ramo do ocultismo ocidental que não tenha recebido alguma idéia da alquimia, e que não a referencie.

    No entanto, os alquimistas tradicionais, "metálicos", continuam a existir e agora apresentam os seus trabalhos na Web, em sites, forums e blogs, incluindo fotografias das substâncias necessárias ou que vão obtendo, ou dos seus equipamentos, bem como os seus próprios comentários à obra de outros autores, clássicos e contemporâneos.

    Acima de tudo, a alquimia deixou uma mensagem poderosa de busca pela perfeição. Em um mundo tomado pelo culto ao dinheiro a à aparência exterior, em que pouco o homem busca a si próprio e ao seu íntimo, as vozes dos antigos alquimistas aparecem como um chamado para que o homem reencontre seu lado espiritual e superior; ou a que, na mais simples das análises, tenha um qualquer objectivo na vida, ainda que longínquo, através do viver uma aventura que se pode cumprir numa divisão esquecida da casa.


    Hoje em dia, a alquimia está voltando a se evidenciar no dia-a-dia das pessoas com best-sellers como Fera Ferida, Harry Potter, O Alquimista , O Código da Vinci e Full Metal Alchemist. Tem, também, citações em Orychi

    Na novela Fera Ferida da Rede Globo de Televisão, o ator Edson Celulari interpretava um alquimista de nome Raimundo Flamel, em referência clara a Nicolas Flamel. Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, o famoso alquimista Nicolas Flamel é evidenciado como descobridor e possuidor da Pedra Filosofal, em estudos em conjunto com o diretor Albus Dumbledore e nos livros aparece com 667 anos. Em O Código da Vinci ele é evidenciado como grão-mestre do Priorado de Sião, uma organização que tem como objetivo a proteção do Santo Graal e dos descendentes de Jesus Cristo. Paulo Coelho, o escritor brasileiro de maior sucesso internacional, também estudioso da alquimia, publicou vários livros que falam sobre o tema, especialmente O Alquimista, Brida, As valquirias, dentre outras obras onde temas da alquimia aparecem implícitos. Já a série japonesa Full Metal Alchemist, narra a estória dos irmãos Edward Elric e Alphonse Elric, que depois de perderem o braço direito e a perna esquerda, e o corpo (respectivamente, Edward e Alphonse) partem em busca da Pedra Filosofal, a única capaz de recuperar o que foi perdido. Durante a série, diversas referências são mostradas, como Van Hohenheim, antigo alquimista, que no anime é o pai dos garotos.


    Fonte: Wikipédia



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    NUMEROLOGIA NÓRDICA


    A Numerologia Nórdica está intrinsecamente ligada ao trabalho com Runas utilizando interpretações numéricas. A base para este sistema é a atribuição de um número equivalente à determinada letra, associando essa letra com a Runa correspondente, para depois poder interpretar a natureza mágica ou espiritual de uma inscrição rúnica. Veja tabelas abaixo:




    Tabela Nórdica - Atribuições e características dos números.

    1 - Número de inícios de causas profundas, solidão, vigor.
    2 - Cooperação, forças trabalhando em conjunto, força física, poder dos pares.
    3 - Número Sagrado de processo concluído, função na raiz do dinamismo, realização.
    4 - Solidez, espera, poder contido, direções cardeais.
    5 - Ordenação de tempo e espaço, assuntos jurídicos, invocações.
    6 - Vibração da vida, força vibrante, criação e destruição.
    7 - Morte, passividade, contato com outros mundos, astrologia.
    8 - Conclusão, manifestação, integridade, simetria.
    9 - Número holístico, raiz dos poderes cósmicos, poderes psíquicos, intenções.

    Ao compararmos com a Numerologia Pitagórica, percebemos que a Numerologia Nórdica difere da primeira, na medida em que nesta não há necessariamente características opostas entre os números, mas antes tem sentidos opostos contidos na mesma atribuição de cada número. Por exemplo, ao número 6 é atribuído tanto o poder de criação quanto o de destruição que são conceitos considerados naturalmente opostos. Além disso, ao número 2 é atribuído o poder dos pares em vez de ser considerado como oposto ao número 1. No entanto, aqui também existe uma semelhança: O número 1 está associada com a força solitária, enquanto que 2 está associado com forças trabalhando juntas.

    3, 9, e múltiplos de 3 e 9 são considerados muito potentes magicamente. Conta-se que Odin conhecia outras nove Runas mágicas além das 25 conhecidas. Segundo a cultura anglo-saxônica Odin realizava a magia “wuldor tanas” (galhos de glória), utilizando ramos de nove ervas diferentes. Nos ramos eram entalhadas essas nove runas (letras iniciais dos nomes dessas nove plantas), que por sua vez, estavam relacionadas com as propriedades dessas ervas. Atualmente nove wunjo são muitas vezes entalhados em varinhas mágicas como símbolo da glória de Odin.

    Na cosmologia nórdica o número 7 representa as sete esferas em que se situam os diferentes mundos, à saber:
    1) Vanaheim, o mundo do tudo e do nada de onde convergem os inícios e para onde retornam todos os finais, sejam homens, deuses ou seres inferiores.
    2) Asgard, morada dos deuses e heróis, semelhante ao Olimpo da mitologia Grega.
    3) Alfheim o mundo dos Elfos, na superfície vivem os Elfos da luz, belas criaturas brilhantes como o sol, nos subterrâneos vivem os Elfos da noite, anões narigudos de aparência grotesca e pele encardida.
    4) Midgard ou mundo do meio onde vivem os homens.
    5) Jotunheim, o mundo do gelo onde vivem os gigantes do gelo.
    6) Muspelsheim, o mundo do fogo onde vivem os gigantes do fogo.
    7) Niflheim, o mundo dos mortos, império de Hella a deusa da morte, para onde vão todos os mortos por velhice ou doença e, onde vivem anões, gigantes e outros seres grotescos como os Trolls.

    É importante salientar que a Numerologia Nórdica ou Rúnica, funciona melhor para aqueles que estão familiarizados com as tradições nórdicas, mais especificamente a germânica. Por esta razão, o estudo dessa técnica pode ser um grande desafio para a maioria das pessoas.

    APLICAÇÕES PRÁTICAS


    Runa do Destino
    Somar os números das letras do nome da pessoa e reduzir até encontrar um número de 1 a 24. Localize na Tabela FUTHARK a Runa correspondente.
    Ex: JOÃO DA SILVA
    1+7+1+7+4+1+ 2+1+3+6+1 = 34 (3+4) = 7 = GEBO

    Runa de nascimento
    Somar o número do destino com o número da data de nascimento, reduzir essa soma até encontrar um número de 1 a 24. Localize na tabela a Runa correspondente. Ex: JOÃO DA SILVA
    1+7+1+7+4+1+2+1+3+6+1 = 34 (3+4) = 7
    01/12/1960 = 1+1+2+1+9+6+0 = 20 (20+7) = 27 (2+7) = 9 = HAGALAZ

    Runa de Aniversário
    Semelhante ao anterior, modificando apenas o ano de nascimento para o ano atual.

    Runa do Ano
    Somar o número do destino com o número do ano atual, reduzir essa soma até encontrar um número de 1 a 24. Localize na tabela a Runa correspondente.

    Runa do mês
    Somar o número do destino com o número do mês e ano atual, reduzir essa soma até encontrar um número de 1 a 24. Localize na tabela a Runa correspondente.

    Runa do Dia
    Somar o número do destino com o número do dia, mês e ano atual, reduzir essa soma até encontrar um número de 1 a 24. Localize na tabela a Runa correspondente.

    Após identificar a runa correspondente, deve-se buscar a sua interpretação. Também pode-se continuar reduzindo até obter a soma de 1 a 9 e interpretar conforme a tabela de atributos dos números. Por exemplo, o João da Silva tem um número de destino 7 e nasceu sob um número 9, podemos deduzir que essa pessoa tem habilidade para lidar com o ocultismo e que poderia muito bem desenvolver uma carreira voltada à religiosidade e espiritualidade.

    Além das descrições disponíveis em livros e sites, procure entrar em sintonia com a divindade que rege aquela runa e ouça os seus conselhos. As runas, mais que um simples oráculo é sobretudo um instrumento mágico que nos transporta à um mundo misterioso de magia e espiritualidade que está localizado bem pertinho de você, é isso mesmo, está no seu interior, é o mundo onde vive a sua alma.

    Como podemos perceber, não existe uma maneira única de trabalhar com a Numerologia Nórdica. Em vez disso, há muitas interpretações possíveis, todas baseadas em diferentes aspectos da cosmologia e mitologia dos povos nórdicos.

    Carlos Roberto ( Amon Sol )
     




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    domingo, 3 de abril de 2011

    O Livro Da Eterna Magia - Contos De Magia E Mistério Dos Celtas


    As histórias selecionadas para este livro procuram dar 

    uma configuração das narrativas celtas e de 

    seu universo mágico. São narrativas protagonizadas por 

    heróis deslumbrantes de beleza, força, 

    heroísmo e paixão, que deixam fluir seus instintos naturais,

    junto com seus valores mais elevados, 

    seus códigos de conduta, seus empreendimentos guerreiros. 

    São contos não só de natureza heróica, 

    mítica e mágica, mas impregnados também da sensualidade 

    de seus personagens, sua intimidade 

    amorosa e desejos instintivos, suas aventuras 

    extraordinárias, seus mistérios e magia.



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    segunda-feira, 28 de março de 2011

    Rituais



    A palavra Ritual vem do latim Ritualis, e pode ser compreendido como sinônimo de Cerimônia. Também significa o conjunto de determinadas práticas que devem ser precisamente seguidas em ocasiões específicas. Numa conotação Ocultista, o Ritual é associado à práticas e cerimônias religiosas ou místicas, que podem ser realizadas de forma individual ou coletiva. Neste caso, o Ritual possui duas classificações principais: o Ritual Cerimonial e o Ritual Psíquico.

    No Ritual Cerimonial, são necessários vestimentas, instrumentos e materiais específicos. Geralmente são coordenados por uma pessoa (no caso de ser praticado de forma coletiva) ou apenas segue a orientação de um determinado livro (neste caso, praticado individualmente). Este tipo de Ritual é comum nas religiões pagãs e de origem africana, e visa operar mudanças no campo físico.

    A segunda modalidade ritualística é conhecida como Ritual Psíquico, na qual desenvolve-se principalmente através da psique e do intelecto do praticante. É uma forma de Magia Natural; é uma projeção mental (visualização) enviada ao Universo com o objetivo de efetuar mudanças no campo físico. Esse tipo de ritual é, geralmente, praticado individualmente por aqueles que iniciam os estudos ocultistas sem fazerem parte de um grupo (seita, coven, etc).

    De qualquer forma, os rituais são poderosas e importantes ferramentas que devem ser utilizadas com responsabilidade e consciência. Os Rituais acionam e interferem em energias naturais; criam, alteram ou desencadeiam forças no campo físico, espiritual e astral. Portanto, é aconselhável que o praticante tenha um conhecimento prévio do que irá executar. Apesar das técnicas parecerem muito simples, são eficientes. Mas para que a magia funcione, alguns fatores devem ser observados:


    Simbolismo

    O subconsciente opera através de símbolos, por isso é importante gravá-los nas velas, em talismãs e objetos mágicos.

    Visualização

    Ao realizar um feitiço deve-se mentalizar a concretização dos desejos.

     Concentração

    É o ato de reter um pensamento, imagem ou figura na mente de forma ininterrupta.

     O Poder da Palavra

    Tudo deve ser verbalizado para que possa surtir efeito.

    Mão do Poder

    Usa-se principalmente a mão com a qual se escreve, pois é através dela que os poderes são liberados.
     

    Círculo Mágico

    Os rituais realizados no interior do Círculo Mágico terão as energias intensificadas. Ao finalizá-lo, deve-se fechar o Círculo.


    Por Spectrum





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    quarta-feira, 23 de março de 2011

    A Alquimia



    De acordo com especialistas, 
    alquimia é o nome da química praticada na Idade Média, que se baseava na idéia de que todos os metais evoluem até virar ouro. Os alquimistas tentavam acelerar esse processo em laboratório, por meio de experimentos com fogo, água, terra e ar (os quatro elementos), empenhados principalmente na descoberta de uma "pedra filosofal", capaz de transformar tudo em ouro.

    Os alquimistas eram vistos como pessoas de hábitos estranhos - por exemplo, passar horas e horas contemplando uma planta. Mas a simples observação da natureza parece tê-los feito perceber o que hoje reza a física quântica: tudo no universo está interligado. O médico suíço Philippus Paracelsus (1493-1541), por exemplo, ficou famoso por curar as pessoas a partir dessa visão holística.

    Ele recorria a conceitos da alquimia, como o de que o sal, o mercúrio e o enxofre estão presentes em tudo o que existe, inclusive dentro do homem.

    Hoje, a antroposofia, ciência espiritual que influencia diversas escolas do conhecimento, faz analogia entre os princípios alquímicos e as forças básicas atuantes na alma humana: o pensar (sal), o sentir (mercúrio) e o querer (enxofre). Para Ivan Stratievsky, médico e cirurgião antroposófico, o ouro alquímico, por exemplo, nada mais é que o self, o verdadeiro Eu. "Para chegarmos lá", diz ele, "precisamos lidar com as polaridades internas, pensando, sentindo e querendo de maneira equilibrada."

    SI

    Precursora da química e da medicina, foi a ciência principal da Idade Média. A busca da pedra filosofal e da capacidade de transmutação dos metais, incluía não só as experiências químicas, mas também uma série de rituais. A filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como partes de Cabala e da Magia.

    A magia é a primeira das ciências e a mais caluniada de todas, porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas.

    A Alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas operações.

    Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram seus objetivos.

    A alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a astrologia e a matemática. Os escritos alquímicos, constituíam-se muitas vezes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo hermético ( fechada), acessível apenas para os iniciados.

    A palavra alquimia, do árabe, al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química, antigamente designada por espargiria, não é a que atualmente conhecemos, mas sim, uma química transcendental e espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe, designa Ser supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa desde os tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.

    A alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma arte prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias relativas à constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas, etc.

    Para um alquimista, a matéria é composta por três princípios fundamentais, Enxofre, Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em diversas proporções, para formar novos corpos.

    No dizer de Roger Bacon, no Espelho da Alquimia, «...A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma certa medicina ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais imperfeitos, lhe comunica a perfeição...»

    A alquimia operativa, aplicação direta da alquimia teórica, é a procura da pedra filosofal. Ela reveste-se de dois aspectos principais: a medicina universal e a transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da outra.

    Um alquimista, normalmente, era também um médico, filósofo e astrólogo, tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e tantos outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas de verdadeiras.

    Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe os seus conhecimentos. Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos tempos, transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada, por meio de alegorias, símbolos ou figuras.

    É isto que dificulta o estudo da alquimia, porque esses símbolos e figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e atualmente ainda é, deixado à obra e imaginação dos seus autores.

    A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida.

    O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho.

    A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

    A Alquimia é uma Arte que se utiliza de grande número de símbolos, e por isso mesmo muitas vezes há referencias a ela com o nome de  Ars Symbollica.  O grande símbolo da Alquimia é a borboleta, por causa do efeito da metamorfose. Um dos símbolos que mais aparecem nos trabalhos de Alquimia é a figura do hermafrodita, ou andrógino.

    Fonte: www.misteriosantigos.com


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